Crítica: Demolidor (1ª Temporada)


Não tem quem discorde do incrível trabalho que a Marvel está fazendo nas adaptações de suas histórias para o cinema. Tem quem não goste de um filme ou outro, mas isso é normal. É difícil acertar em tantos materiais, ainda mais quando está se criando um universo tão grande. Nos filmes, os inimigos tem sempre uma escala de poder “super”, mas e as consequências dessas batalhas? O que acontece depois da batalha dos Vingadores em Nova York, por exemplo? Batalha essa que, por sinal, é muito referenciada. Como isso tudo afeta no comportamento dos chefes do crime organizado? Em Demolidor temos a respostas para essas perguntas.

O seriado conta a história de Matt Murdock (Charlie Cox), um advogado que ficou cego ainda criança ao salvar um idoso de um acidente. Com a perda da visão, Matt aprende a desenvolver seus outros sentidos e recebe treinamento em artes marciais, se tornando um advogado durante o dia e agindo como um justiceiro à noite. E, ao contrário de muitos personagens por aí, Matt apanha muito, tendo que, em vários momentos da série, ficar se recuperando, mas como ele é um Murdock, ele sempre se levanta e segue em frente.

Não conhecia muito a história do Demolidor. O pouco que sabia sobre ele é o que foi mostrado no filme protagonizado pelo Ben Affleck, que muitos dizem ser horrível, mas por sorte eu não lembro quase nada. Então pode se dizer que comecei a conhecer o herói do zero, e como foi fácil gostar dele! O ator é muito bom, tanto que me fez acreditar que ele é realmente cego, e o personagem em si tem aquele jeito de “cara legal”, apesar de uns caras que foram espancados por ele, discordarem.

Sem contar que os outros personagens são muito bons. Por exemplo, o Foggy (Elden Henson), que é o sócio do Matt, depois de alguns episódios, tudo que você quer é ser o melhor amigo dele e sair para beber junto. Ele é do tipo de cara que desistiu de uma carreira promissora em uma grande firma de advocacia para arriscar viver um sonho que ele e o Matt tinham na época de faculdade. Já a Karen (Deborah Ann Woll) é aquela garota que você sabe que as atitudes dela vão causar problemas, mas ainda assim você fica torcendo para que ela se dê bem. E tenho que falar sobre a Claire (Rosario Dawson). Ela falando espanhol, meu deus! Como ela é linda. É uma personagem que aparece pouco, mas sempre acaba salvando o Matt. E, por sorte, ela já foi confirmada para a segunda temporada.

Agora, se já não bastasse isso, temos Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio), que é um vilão tão bom que poderia até mesmo ter uma série só dele, mostrando como ele acabou se tornando o Rei do Crime. Ele não é um vilão qualquer, seu passado explica muito da sua personalidade atual. Um cara que não gosta de se expor, mas ainda assim tenta ter o controle de tudo e de todos. Um grande estrategista que tenta demonstrar calma na maior parte do tempo, mas no momento em que sua fúria explode, ele perde totalmente o controle, fazendo dele um vilão que coloca medo de várias formas diferentes. 

E não são apenas os personagens que evoluem nesses 13 episódios. As coreografias de luta, que acho que é a única reclamação que tenho da série, nos primeiros episódios eram bastante ruins, mas no decorrer da série melhoram consideravelmente. Tem muita coisa ainda que poderia ser falado sobre Demolidor, mas não quero estragar a experiência de quem ainda não assistiu.
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