Crítica: The Flash (1ª Temporada)


Estamos vivendo uma fase da cultura pop onde os super-heróis estão dominando os filmes e seriados (que boa época para um nerd viver), não só na quantidade de produtos desse gênero que estão saindo, como também na qualidade.

O seriado já começou muito bem e foi evoluindo com o tempo e teve um roteiro interessante, mas o que fez The Flash ser esse grande sucesso logo na sua primeira temporada foi a interpretação e o carisma dos atores que pareciam, muitas vezes, estar se divertindo nas cenas.

Grant Gustin no papel de Barry Allen/Flash foi ótimo. Isso é algo que é muito bom para os fãs, mas deve estar sendo uma dor de cabeça para a Warner que decidiu usar o Erza Muller (As vantagens de ser invisível) para interpretar o Flash no cinema. Não que o Erza seja um mau ator, pelo contrário, o cara é muito bom, mas o Grant cativou os fãs de uma maneira com seu carisma que vai ser complicado vermos outro ator no seu lugar, mas no fundo todos ficamos mais felizes com mais conteúdo do Flash. Grant conseguiu fazer quem tava assistindo dar risadas nos momentos cômicos, torcer nas horas de ação e chorar, mas chorar muito, nas cenas dramáticas. Sempre quando aparecia Barry e o pai, o pessoal já poderia se preparar, pois seria uma cena curta que daria aquele aperto no peito. Legal que o ator que interpreta o pai do Barry nesse seriado já foi o Flash na década de 90. Acho que isso é uma grande referência e homenagem ao seriado clássico.

Algo que me incomodou um pouco foi a personagem da Iris. Ela foi tão mal desenvolvida que isso acabou fazendo com que ela se tornasse uma das personagens mais odiadas da série, isso se não for a mais, mas acho que já estava na hora de deixarem essa necessidade de casal nos seriados ou, pelo menos, de uma motivação melhor para eles. A Iris mesmo poderia ter sido a amiga confidente do Barry e aos poucos os dois irem se apaixonando, garanto que assim ia ter muita gente apoiando os dois. Mas uma coisa que acertaram e eu acho muito interessante é como eles abordaram o tema da homossexualidade na série, colocando o chefe de polícia como um personagem gay que age com naturalidade e recebe o respeito de todos os policiais. Seria interessante se isso acontecesse em todo lugar, hein!

Podemos acompanhar vilões interessantes na série como o Capitão Frio e o Onda Térmica que não possuem super poderes (no começo eu achei chato por causa dos atores, mas já me acostumei), Grodd que é um Gorila com poderes telepáticos e o Flash Reverso que é, sem dúvida, um dos melhores vilões dos últimos tempos. Tanto que ele é um dos personagens mais queridos da série.

Sempre é chato ficar esperando por uma nova temporada, mas tivemos a sorte que a Globo resolveu passar o seriado. Uma pena que foi de madrugada e sem horários fixos, algo que impossibilitou muita gente de assistir, mas ainda assim o fandom acompanhou dando uma boa audiência para a emissora. Espero que assim ela entenda a força que as séries têm e tente cada vez mais trazer séries boas em horários mais acessíveis. Sei que muita gente não gostou da dublagem, têm algumas que realmente incomodam, mas teve seu lado bom da transmissão em TV aberta que deu para rolar uma intercessão muito grande entre os fãs no Twitter e, sinceramente, acho que The Flash tem um dos melhores fandoms.
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