Crítica: Banshee (1ª Temporada)


Eu estava sem seriados para assistir e não queria começar nada com muitos episódios ou muitas temporadas (apesar de ter começado a rever Supernatural). Eu pedi algumas indicações de bons seriados no Twitter e tenho que admitir que meus seguidores têm muito bom gosto. Algumas das sugestões me chamaram muito a atenção, como foi o caso de Banshee (lembrei do cara do X-men na hora e pensei “vai ser só gritaria”).

Deixando as piadas ruins de lado, Banshee é uma série que me surpreendeu muito na parte técnica. O seriado possui alguns planos de sequência e um estilo de câmera que foge um pouco do padrão normal das séries. As cores usadas na série também dão um ar um pouco diferente. A história em si não é nada de outro mundo que vai te deixar louco. Pelo menos, não na primeira temporada, que tem 10 episódios e que foi a que eu assisti, por enquanto. O que fizeram foi pegar uma história simples e contar ela de um jeito que a tornou interessante.

Depois de roubar diamantes do chefe da máfia e, por isso, passar 15 anos na cadeia, o Ladrão (vamos chamar ele assim porque seu nome não é revelado. Pelo menos, não que eu me lembre) sai à procura da sua mulher e ex-parceira de crime, Anastácia. Após pedir ajuda de “maneiras delicadas” a seu antigo amigo Job, ele descobre que ela está morando em uma pequena cidade chamada Banshee. Quando ele chega à cidade, ele se envolve em uma briga em que o recém-chegado Xerife Hood acaba sendo morto, então o Ladrão decide adotar a identidade de Lucas Hood e se tornar o detetive da cidade de Banshee.

A cidade é comandada por um homem chamado Kai Proctor, um empresário local que se sente acima de todos graças ao seu dinheiro, que é resultado de muitas coisas ilegais. E, claro, os interesses do Xerife Hood e do Proctor, muitas vezes, acabam batendo de frente. Nisso você vai acompanhando um criminoso tentando fazer a lei ser cumprida, e acaba sempre ficando com aquela sensação de que vai dar tudo errado, ainda mais pelo jeito um pouco fora dos padrões que ele age.

Banshee mostra um pouco como pessoas de cidades pequenas reagem a certos tipos de acontecimentos devido à forma com que foram criadas ou até mesmo o que suas religiões pregam. Coisas que seriam normais para outras pessoas, para eles podem ser erradas. Há uma visão interessante e diferente. A série também tem ótimas cenas de sexo que são muito bem filmadas e que têm certo sentido ao acontecer, diferente de algumas séries que usam isso para prender o telespectador de forma gratuita e fora de contexto.

Particularmente, gostei muito da primeira temporada, mas uma coisa que me incomodou um pouco foi o ator principal, que interpreta o Lucas Hood. Não que ele seja um péssimo ator. Têm algumas cenas legais, mas ele parece não ter o carisma para ser o ator principal de uma série. Espero que ele mude um pouco nas próximas temporadas.
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