Crítica: Constantine (1ª Temporada)


Constantine foi criada pela NBC e cancelada ao final da sua primeira temporada. Apesar de ter tido uma boa aceitação do público, parece que ela não teve uma boa audiência por causa do horário e falta de propagandas. As últimas notícias sobre Constantine é que o canal CW disponibilizou a série em sua plataforma de streaming, dando forças ás especulações sobre o retorno de Constantine para uma 2ª temporada, já que a participação do personagem em Arrow, rendeu 10% á mais de audiência ao seriado.


Resolvi dar uma chance á série quando vi uma participação de John Constantine em Arrow. Para ser sincero, eu achei que Constantine seria uma cópia de Supernatural. Mesmo sabendo que suas histórias são mais antigas e que, com certeza, serviram de inspiração para Supernatural, fica difícil não associar os dois, já que ambos falam sobre universos parecidos e, querendo ou não, temos que reconhecer que Supernatural é referência para séries desse estilo. Mas eu gostei logo de cara do fato de eles colocarem a mensagem “baseado em personagens da DC”, pois assim eles já fogem de qualquer coisa do tipo: “ah, mas isso não tinha nas HQs”. Eles deixam claro que apenas se basearam nos personagens para contar as histórias.


Eu gostei do John Constantine também porque ele está mais para um anti-herói do que para aquele cara todo certinho que nunca faz nada de errado. Ele faz o bem, mas sabe que para isso alguns sacrifícios serão feitos. É um personagem bem problemático que carrega consigo uma culpa muito grande por uma vida que ele não pode salvar e isso o atormenta em vários pontos da série. Por mais que seus amigos respeitem e confiem nas suas habilidades, eles nutrem certa raiva por John. Muito disso pelo fato da sua arrogância e sua falta de escrúpulos em usar as pessoas. Olhando assim, ele parece ser até um vilão. Na verdade, para algumas pessoas, ele até é, mas sua confiança e determinação na hora de agir e seu carisma faz com que ele se torne um personagem bem interessante. Sem contar que Matt Ryan mandou muito bem como John Constantine.


Os diálogos entre John e Manny (o anjo perdido - quero ver quem saca a referência kkk) são sempre hilários, dando à série um tom de humor que ajuda a relaxar. É muito bom ver o Constantine fora do sério.


Assisti todos os episódios e achei um bom seriado. Claro que tem seus defeitos, como os efeitos especiais meio “pobres”, mas sua história é envolvente e deixa muitas referências ao universo DC, que poderiam ser usadas numa segunda ou terceira temporada.


Infelizmente, Constantine tem apenas uma temporada, o que nos resta de esperança são tais especulações sobre o retorno pela CW, que os roteiristas possam melhorar a série ainda mais e que continue nessa pegada de apenas 13 episódios por temporada para que seja mais direta, sem aquelas enrolações, que fazem com que muitos desistam de acompanhar. 
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