Crítica: D.Gray-Man Clássico e Hallow


Depois de muitos anos de espera, foi lançada a continuação de D.Gray-Man que recebeu o nome de D.Gray-Man Hallow. Pelo que foi anunciado, vão ser apenas treze episódios, o que é uma pena por todo o tempo de espera. Após assistir ao primeiro episódio, decidi fazer esse texto sobre as primeiras impressões da nova temporada, mas por ser um anime mais antigo e bastante gente não conhecer, vou falar um pouco da primeira temporada antes.

D.Gray-Man é uma história escrita e ilustrada pela mangaká Katsura Hoshino, que em 2006 ganhou sua versão animada, contando com 103 episódios e foi encerrada com o fim de um arco, mas ainda não havia finalizado a história. Por problemas de saúde, Hoshino sempre demorou muito para lançar os mangás, sem contar que D.Gray-Man tem uma história bem densa, o que deve dificultar um pouco mais seu processo de criação. Talvez esses sejam os motivos dos oito anos de espera pela segunda temporada.

O interessante do anime é que você pode assistir ele apenas como um anime de ação e fantasia ou então mergulhar de cabeça na simbologia que ele usa, tanto nos traços de seus personagens, quanto nas referências bíblicas que são bem explícitas, diga-se de passagem. Mas fique tranquilo que esse anime não vai tentar te converter nem desrespeitar o que você acredita. São apenas símbolos usados para contar uma ótima história.

A trama acontece em uma terra fictícia onde um ser conhecido como Conde do Milênio quer destruir a humanidade utilizando akumas, armas criadas pelo próprio Conde, que se aproveita do desespero e tristeza das pessoas que perderam alguém querido e não conseguem superar essa perda. O Conde surge e faz uma proposta, dizendo que pode trazer de volta a pessoa que morreu e que, para isso acontecer, basta chamar por aquele que morreu.

Quando isso acontece, a alma invocada fica presa em um esqueleto metálico sob o domínio do Conde que, em seguida, ordena o akuma que mate a pessoa que o invocou e “vista” seu corpo, assim os akumas podem se misturar entre os humanos sem serem notados. Só que para matarem, eles precisam estar em sua forma natural, que é a representação de um coração humano todo metálico onde as artérias se tornam uma espécie de canos de armas que disparam tiros que podem matar humanos com um simples arranhão. Eu gosto de ver essa personificação do Conde como o Demônio e as suas armas terem a forma do coração humano que, normalmente, representa algo puro, uma fonte de esperança. Além dos akumas, o Conde conta com a ajuda da Família Noé (Noah), que são humanos que possuem os genes de Noé.

Do outro lado, temos a Ordem Negra que é um grupo que tem como propósito derrotar o Conde do Milênio. Essa organização conta com pesquisadores, rastreadores e exorcistas. Os pesquisadores cuidam mais da parte burocrática e das tecnologias e sempre procuram saber mais sobre o Conde para descobrir seus pontos francos Os rastreadores são os responsáveis por buscar informações sobre a localização das “inocências”, que é o único poder que pode derrotar o Conde, os akumas e a Família Noé. E, por último, temos os exorcistas que são aqueles capazes de usar o poder das inocências. Cada inocência concede ao exorcista um poder único e somente algumas pessoas no mundo são capazes de usá-los.

Desde que foi anunciado o retorno de D.Gray-Man, eu fiquei ansioso, pois já havia visto a fase clássica dezenas de vezes. Foi um anime que me cativou desde o começo por sua história e, principalmente, pelo seu visual que parece misturar o gótico com folk e usar uma paleta de cores bem contrastante. Às vezes você vê um cenário só com cores frias e escuras e, de repente, tem um detalhe verde neon se destacando de todo o resto.

Estava torcendo para que fizessem com D.Gray-Man a mesma coisa que fizeram com Hunter x Hunter, onde começaram a recontar a história desde o começo com a qualidade visual bem superior à da época da primeira versão, mas decidiram por uma continuação ao invés de um remake. O primeiro episódio já começou muito bem, mantendo a qualidade, inclusive a abertura. Músicas marcantes também sempre foram uma marca registrada do anime. Não vou me aprofundar no que aconteceu no episódio, pois sei que muita gente ainda não viu, mas achei excelente e recomendo a todos que já assistiram a primeira temporada que assistam D.Gray-Man Hallow. E, por fim, para aqueles que ainda não conhecem, fica a recomendação para ver os 103 episódios da primeira temporada e depois assistir ao Hallow.
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