Crítica: Final Fantasy VII: Advent Children


O longa animado de ficção científica inspirado nos games do mesmo nome, chegou primeiro no Japão em 2005, como uma continuidade dos eventos do jogo, e no resto do mundo, o filme foi lançado em 2006. O Advent Children foi dirigido por Tetsuya Nomura, escrito por Kazushige Nojima e produzido por Yoshinori Kitase e Shinji Hashimoto.

O Jogo

Em janeiro de 1997, a Squaresoft lança no Japão para o Playstation aquele que viria se tornar um dos seus maiores RPGs e um dos mais amados pelos fãs do gênero. Final Fantasy VII foi o primeiro jogo da franquia criada por Hironobu Sakaguchi (que deus o proteja sempre) a ser lançado no mundo 3D (não o do óculos e sim da movimentação). Mas essa não era o único ponto que chamava a atenção no game, a história escrita por Kazushige Nojima e Yoshinori Kitase vinha com um tema que não era muito comum nos jogos: a preservação do planeta.

No jogo, você controla um mercenário chamado Cloud Strife e ele ajuda um grupo eco terrorista conhecido como Avalanche. O Líder da Avalanche acredita que a fonte de energia Mako que a Shinra (uma poderosa organização) retira da Terra é, na verdade, a força vital do planeta e que essa extração vai acabar destruindo a Terra, e realmente ele está certo. Essa é a premissa inicial do jogo. Ao decorrer do jogo você acaba conhecendo Sephiroth, que acaba se tornando o principal antagonista da história. Sephiroth era um Soldier de alta classe, um dos mais respeitados e conhecidos no mundo, mas em certo momento da história Sephiroth descobre que ele não passa de uma experiência genética da Shinra e ele acaba enlouquecendo e decidindo destruir tudo que existe no planeta.

O Filme

Dois anos se passaram após a derrota de Sephiroth, a cidade de Midgard ainda está destruída, mas a população está tentando reconstruir tudo aquilo que foi perdido. Mas em meio a isso tudo, surge uma doença mortal conhecida como geostigma, ninguém ainda conseguiu encontrar a cura. Se a quantidade de problemas já não fosse o suficiente, surge um grupo querendo ressuscitar Sephiroth com os restos de Jenova. Isso obriga Cloud a abandonar o exílio e se juntar novamente ao seu grupo para impedir que Sephiroth volte.

Sem dúvida esse foi o filme que eu mais assisti na vida e eu não estou exagerando, eu via algumas vezes no dia. Não que o filme seja uma obra prima do cinema que merece ganhar 20 Oscars, mas ele cumpre o que considero um dos objetivos pricipais do cinema que é a diversão. Me divertia muito vendo aqueles personagens que eu adorava jogar agora com gráficos incríveis. Ele é um filme voltado mais para os fãs do jogo, mas mesmo que você não tenha jogado, ele ainda funciona como uma boa ficção cientifica e ação.

Acho que não teve um fã que não vibrava em cenas como a luta contra o Bahamut, onde todos os personagens da sua equipe no jogo aparecem para ajudar, ou então na luta contra Sephiroth com One Winged Angel tocando de fundo. E por falar em trilha sonora, temos que agradecer à um simpático senhorzinho oriental chamado Nobuo Uematsu pelas duas incríveis trilhas sonoras tanto do jogo quanto do filme.

Curiosidades

Filme:

- Em Final Fantasy VII Advent Children Complete (Versão em BD), podemos observar uma singela homenagem ao final do jogo, onde vemos um tipo de memorial logo nos primeiros minutos na cidade Midgar Edge, próximo da lendária cidade de Midgar.

- Enquanto Denzel fala com Marlene, podemos notar que existe uma espécie de brinquedo em forma de Chocobo, sendo assim, podemos considerar que o Chocobo apareceu no filme. Assim como depois da luta de Cloud e os dois irmãos em suas motocicletas, que aparece nitidamente a imagem do Chocobo ao lado de algumas fotografias.

- Pra quem não conhece o Limit Break de Aerith,ao usá-lo em batalha todos seus status negativos são removidos, explicando como Cloud foi curado, ele foi tocado pelo Limit 4 de Aerith, tornando-o invencível literalmente, ainda que temporariamente. Prova disso é a própria Tifa olhando para uma gota do Limit Break de Aerith e afirmando que ela sempre esteve com eles, lutando por eles.

Final Fantasy VII Remake:

- A primeira parte do jogo já está finalizada, mas ainda não há data de lançamento para o remake que será lançado primeiro para PlayStation 4.

- O esperado remake terá um estilo gráfico similar ao visto no filme Advent Children e será dividido em mais de uma parte, mas ainda não se sabe como essa divisão será feita.

- Yoshinori Kitase, produtor do game, disse: “Quando o projeto foi anunciado, as pessoas ficaram confusas com a natureza de múltiplas partes, mas a meta é estruturá-lo mais como [o que foi] visto em Final Fantasy XIII que como em uma série com episódios”.

- O Remake do jogo foi anunciado na E3 de 2015, fazendo muitos fãs ficarem loucos, inclusive esse que vos escreve. Por falar nisso se alguém quiser me dar um PS4 de presente para jogar FFVII quando sair saiba que estarão fazendo uma pessoa muito feliz e ganhando uma oportunidade de ir para o céu.

Bem, pessoal, eu espero que tenham gostado do texto, eu queria compartilhar com vocês um pouco sobre um dos meus filmes favoritos. Se ficaram interessados, assistam ao filme, caso não entendam alguma coisa, joguem o jogo e depois assistam novamente que vai valer a pena.
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