Crítica: Gotham (1ª Temporada)


Muito se reclama de Gotham e se compara com Arrow e Flash, algo que é injusto, já que a ideia é diferente. Gotham pode até ser encarado como um seriado de máfia. O seriado tem tantas coisas interessantes que deixam ele com uma variedade muito para se aproveitar. Já vi reclamações de que o seriado só serve para apresentar os vilões do Batman. Poxa, se for isso, já é muito bom! Quem nunca quis conhecer melhor a história desses vilões que são tão conhecidos na cultura pop?



Sem contar que estão dando uma nova roupagem para os vilões e conseguiram até mesmo deixar o Pinguim um cara incrível. Sinceramente, sempre o achei um vilão fraco. Quem consegue respeitar alguém com o apelido de Pinguim? Mas conseguiram fazer com ele um cara tão insano por poder que sempre que ele está numa situação de perigo, eu acabo ficando preocupado com ele, e ao mesmo tempo sempre que ele aparece, você sabe que algo está por vir. Outro que é impossível não gostar é o Nygma, sempre sendo deixado de lado na polícia por causa do seu jeito. Vai ser interessante quando ele deixar de ser um cara que faz charadas para virar o vilão Charada.


Temos a chance de ver o Jim Gordon, antes de se tornar o Comissário Gordon, e ver tudo que ele teve que enfrentar para manter seus ideais de justiça vivendo no meio de uma polícia corrupta controlada por grandes chefes da máfia. O que acho interessante nessa parte é quando mostram que o Bullock no começo tinha os mesmos ideais do Gordon, com o tempo ele foi sendo corrompido pelo sistema e depois, aos poucos, o Gordon está trazendo o antigo Bullock de volta.



A ambientação da série também é algo bem interessante, pois já que ela é algo atemporal, podemos ver carros antigos nas ruas e ao mesmo tempo o pessoal falando com celulares. Claro que tem os problemas de computação gráfica, como quando mostram a cidade de longe, você consegue notar a repetição de prédios, mas ainda assim conseguiram dar o clima gótico e sujo que Gotham precisa.


Uma coisa que dá para notar praticamente em todo personagem é que eles têm uma loucura interna, uns muitos e outros bem pouco, mas, ainda assim, eles têm essa loucura e isso também ajuda a contribuir com a atmosfera do seriado.


Tem quem reclame do Bruce ser um menino chorão, mas, gente, vocês não queriam que ele tivesse nascido e ao invés de chorar ele falasse com aquela voz rouca “I am Batman” e olhasse torto pro médico, né? Se bem que isso seria bem engraçado, mas, enfim, podemos ver pequenos traços na personalidade dele que um dia irá se transformar no nosso querido homem morcego.


Isso é uma esperança particular, mas seria incrível se depois de algumas temporadas com Gotham construindo a mitologia da cidade e dos vilões, viéssemos a ter um seriado do Batman. A CW já teria o universo preparado e teria grandes chances de fazer sucesso. É difícil isso acontecer, mas não custa sonhar. 
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