Crítica: Creed - Nascido Para Lutar


Coloquem seus moletons e tocas! Vamos correr mais uma vez pelas ruas da Philadelphia, visitar Rocky Balboa, acompanhar mais uma de suas lutas e, talvez, essa seja a mais difícil de todas.

Já quero deixar claro que não considero o Stallone um grande ator. Normalmente acho seus filmes fracos, mas toda vez que ele interpreta Rocky Balboa dá aquela impressão de que ele nasceu para fazer esse personagem, e depois de assistir Creed, eu fico ainda mais triste por ele não ter ganhado o Oscar de melhor ator coadjuvante. Ele merecia e merecia muito esse prêmio.

Depois de 40 anos da primeira aparição de Rocky Balboa no cinema, Stallone volta a viver seu personagem de mais sucesso, mas, dessa vez, fora dos ringues, treinando o filho daquele que foi o seu maior rival e um dos seus melhores amigos, Apollo Creed. O filme nos conta a história de Adonis, filho de Apollo, tentando construir sua carreira no boxe sem depender do nome de seu pai. Muitas vezes, no filme ele é questionado sobre por que ele quer fazer parte do mundo do boxe profissional, já que ele aparenta ser bem de vida, mas isso é algo que o próprio do Adonis não consegue explicar direito, ele apenas sente que aquele ali é o seu lugar. Enfim, o filme tenta mostrar que a vida de um boxeador não é fácil.

Sinceramente, eu tinha certo receio quanto ao Adonis, achava que ele seria um daqueles personagens marrentos e revoltados com a vida, mas ele mostrou ter personalidade e carisma para continuar sendo protagonista da franquia. Todos os momentos em que ele perdeu a cabeça são justificáveis e qualquer um, no seu lugar, faria o mesmo.

A maneira com que ele trata o Rocky com respeito e admiração, sempre se esforçando ao máximo para cumprir seu treinamento é muito bonito de se ver e, em muitos momentos, os dois acabam tendo uma relação de pai e filho. O apoio dele é muito importante para Rocky na luta contra o câncer, luta essa que o próprio Rocky tinha desistido de enfrentar, mas como todos os filmes da franquia sempre tem uma mensagem de superação, não ia ser dessa vez que veríamos nosso campeão desistindo.

Se já não bastasse um lutador tentando conquistar seu espaço no mundo onde seu pai foi uma lenda, um ex campeão que já teve de tudo e que hoje passa seus dias sozinho tendo pela frente uma das batalhas mais difíceis da sua vida, ainda temos a história de Bianca, uma jovem cantora apaixonada por música, que a cada dia que passa está perdendo sua audição e pode chegar um momento que ela não vai escutar mais nada e, ainda assim, ela não desiste de fazer o que mais ama e enfrenta esse triste destino sempre com um olhar meigo.

Apesar da trilha sonora ser boa, contando com algumas homenagens aos temas clássicos, em alguns momentos eu senti falta de uma música que me fizesse levantar da cadeira e querer praticar algum esporte, como é costume das trilhas sonoras da franquia Rocky. Eu entendo que quiseram fazer algo mais atual e não ficou ruim, mas, ainda assim, achei que faltou algo. Aposto que muitos que estão lendo esse texto já ouviram as músicas do Rocky enquanto praticavam algum esporte. Para quem quiser ouvir, a trilha sonora está disponível no Spotify.

Antes que eu me esqueça, adorei a piada sobre a nuvem. Ver o Rocky ser apresentado às novas tecnologias e ficar sem entender nada, me fez rir muito. Bom, pessoal, gostaria de saber o que vocês acharam do filme. Acham que uma continuação seria bem-vinda? Eu estou torcendo por isso! E vocês? Não se esqueçam de deixar a opinião de vocês nos comentários. Valeu!
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