Crítica: Gotham – 2ª Temporada (Final)


Sem dúvida, essa segunda temporada de Gotham subiu o nível do que foi apresentado na primeira, ela soube trabalhar bem seus arcos de história e todos os seus personagens principais tiveram seu momento de crescerem na série. De todos os seriados baseados em quadrinhos que eu acompanho, Gotham era o único que não me deixava super ansioso pelo próximo episódio, mas sempre que eu assistia ficava satisfeito. Se pegar todos os episódios da segunda temporada, Gotham foi muito regular, praticamente não teve momentos baixos.

Os roteiristas trabalharam muito bem e conseguiram apresentar dois arcos de vilões totalmente distintos em uma mesma temporada sem quebrar o ritmo. Primeiro tivemos a busca de vingança de Theo Galavan contra Gotham e, principalmente, contra o último dos Wayne, o nosso menino Bruce. Com plano para chegar ao poder através do apoio do povo, se tornando prefeito e ao mesmo tempo controlando a máfia, Theo conseguia ser um vilão que tinha presença e, como sua sede por vingança mexeu com sua sanidade, fez com que pudéssemos esperar qualquer atitude do seu personagem.

O segundo arco nos apresentou Hugo Strange. Com o perfil clássico de cientista louco, ele foi um personagem muito frio e calculista (só não foi mais frio que o Mr. Freeze), que enfrentava tanto Jim Gordon quanto qualquer um que fosse ameaçá-lo levantando suspeita sobre o que ele fazia com os pacientes no Asilo Arkham. O único momento que Hugo parecia perder a calma era quando precisava reportar suas atividades para o grupo que financiava aquilo tudo e, pelo medo que ele demonstrou, esse grupo é muito poderoso.

Se a primeira temporada foi marcada pela disputa entre mafiosos e o começo da segunda temporada foi a busca por vingança, ficou bem claro que essa segunda parte começou o que vai ser visto na terceira: pessoas que ganharam superpoderes através de experiências genéticas bizarras feitas no subsolo do Arkham.

Eu gostei do final que deram para a segunda temporada. Não tentaram superar o da primeira, o que realmente seria difícil de fazer, já que o final da primeira temporada foi muito marcante, então eles resolveram fazer algo diferente que ficou tão bom quanto. Gotham, que foi muito desacreditada no começo, está cada vez mais se firmando e mostrando que consegue sim ser uma boa série e com uma base de fãs muito fiéis, o que é muito importante agora que os seriados mal começaram e já estão sendo cancelados. Se continuar dessa maneira, a terceira temporada de Gotham tem tudo para ser uma das melhores de 2017.

Se quiserem conferir o texto que fala mais sobre os personagens principais, clique aqui. Espero que tenham gostado do texto e adoraria saber a opinião de vocês sobre a série, então deixem suas opiniões nos comentários. 
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