Crítica: Pulp Fiction


O nome “Quentin Tarantino” surgiu na minha vida quando eu tinha 9 anos de idade, quando eu assisti Kill Bill pela primeira vez, indicado por um tio meu. Até hoje minha mãe diz que aquele filme me estragou e joga a culpa no coitado do meu tio, só porque depois disso eu cultivei uma admiração por filmes sanguinários e violentos. Mas hoje eu vou falar sobre o segundo filme dele, lançado em 1994: Pulp Fiction: Tempo de Violência.

Se você curte filmes, o mínimo que seja, e nunca nem sequer ouviu falar desse filme, você está fazendo isso errado. Pulp Fiction é um dos filmes mais icônicos da história do cinema, dirigido e escrito por Quentin Tarantino e baseado em um argumento escrito por ele e Roger Avary (Silent Hill e Beowulf). O filme foi indicado á inúmeros prêmios e ganhou: Oscar (Melhor Roteiro Original, 1995); Globo de Ouro (Melhor Roteiro, 1995); BAFTA (Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante para Samuel L. Jackson, 1995); Cannes (Palma de Ouro, 1994); MTV Movie Awards (Melhor Filme e Melhor Sequencia de Dança com Uma Thurman e John Travolta, 1995); Festival de Estocolmo (Melhor Roteiro e Melhor Ator para John Travolta, 1994).

Apesar de cenas especialmente violentas desse filme, ele também consegue ser bem filosófico e com toques sutis de humor. O filme tem um prólogo e um epílogo com um casal de bandidos assaltando um restaurante e é dividido em três capítulos que não seguem sua ordem cronológica, tendo todas as histórias interligadas no decorrer do filme.

O primeiro capítulo “Vincent Vega e a esposa de Marcellus Wallace” mostra Vincent (John Travolta) em sua aventura de levar Mia (Uma Thurman) para se divertir em algum lugar enquanto seu marido Marcellus Wallace (Ving Rhames), gângster e chefe de Vincent, estava fora da cidade. 

No segundo capítulo, “O Relógio de Ouro”, conhecemos a história de Butch Coolidge (Bruce Willis) e o vemos fugindo de Marcellus após vencer uma luta que ele havia sido pago para perder. 

Já no terceiro capítulo, “A Situação Bonnie”, vemos Vincent e seu parceiro Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) tentando sair da situação delicada em que Vincent os meteu ao atirar, sem querer, na cara de um homem que estava sentado no banco de trás do carro deles, o que deixou o veículo ensanguentado e com miolos jogados pra todo lado no meio da rua e em plena luz do dia.

Pulp Fiction também é cheio de referências e homenagens á outros filmes que Tarantino admirava (não é a toa que Quentin é conhecido como “cleptomaníaco cinematográfico”). Algumas referências em especiais que eu gostaria de citar aqui, são as que tem a ver diretamente com Kill Bill (um dos meus filmes favoritos). Além de termos Uma Thurman em ambos os filmes, a própria faz uma das referências ao descrever a trama do filme em cena, quando Mia conta para Vincent sobre o Piloto que ela havia gravado, onde tinha como personagens principais quatro agentes secretas, cujas descrições batiam muito bem com as quatro mulheres do Esquadrão Assassino Víboras Mortais do filme Kill Bill. Butch também foi responsável por duas referências, ao dirigir o carro e manusear uma espada que também foram usadas na gravação do mesmo filme.

O caso é que Pulp Fiction é cheio de curiosidades peculiares, como o carro usado por Vincent para levar Mia ao restaurante, que foi roubado durante as gravações e só foi recurado quase 20 anos depois. O fato do filme ter mais de 400 xingamentos, sendo 265 vezes a palavra “fuck”. A participação especial de Tarantino como Jimmy. A carteira escrito “Bad Motherfucker” usada por Jules ser, na verdade, de Quentin. E a passagem bíblica citada diversas vezes por Jules, ter sido reescrita por Samuel L. Jackson e Tarantino em diversas partes, tendo permanecido o trecho original apenas no final.

Espero escrever sobre mais filmes do Quentin Tarantino e sobre ele também. Há muitas teorias em volta de suas obras que vale a pena conhecer e que eu pretendo trazer para vocês em breve. Assistam Pulp Fiction! Vale muito a pena.
Tecnologia do Blogger.