Crítica: Shadowhunters (1ª Temporada)


Com o fim da primeira temporada de Shadowhunters, posso dizer que gostei do que assisti, mas, mesmo gostando, teve várias coisas que me incomodaram durante a série, tais como visual, história e interpretação.


De todas as coisas que não gostei, a pior delas foi a atuação do Dominic Sherwood como Jace. É o primeiro trabalho dele que vi e achei extremamente forçado. Não sei se pela qualidade dele como ator ou se a personalidade do personagem que não me agradava ou pode ser até mesmo uma má direção. Eram muitas caras e bocas. Seu envolvimento com a Clary (Katherine McNamara) aconteceu do nada. Ele a viu e já era o amor de sua vida. Suas motivações eram muito superficiais e no final disso tudo não consegui me importar com o personagem. E pelo que andei vendo, não fui o único que achou ele um dos pontos fracos da série. Para ser justo, no episódio This World Inverted, achei que a atuação dele estava melhor, talvez pelo fato de ele não estar sendo o mesmo Jace dos outros episódios.


Os efeitos especiais, desde o primeiro episódio, nunca foram dos melhores, mas, ainda assim, tem momentos em que você pensa “pra quê isso?" como, por exemplo, quando tem que mostrar eles em alta velocidade ou aquela cena da Clary e Jace na moto. Gosto daqueles efeitos mais sutis como, por exemplo, quando mostram o Luke (Isaiah Mustafa), aí o olho dele brilha e aparece um lobo atrás e a cena é cortada. Você sabe que depois disso ele ia se transformar e sair para caçar alguém. Não precisa mostrar e fazer algo tosco.


Sempre que eu começo a falar de algo pelos pontos negativos dá a impressão de que eu não gostei, mas, pelo contrário, eu gostei da série. Quando começar a segunda temporada, eu vou assistir. Por exemplo, tem três personagens que, particularmente, acho que são os pontos fortes da série. No começo, achava que o Simon (Alberto Rosende) ia ser só o friendzone (bem, ele não evoluiu muito nesse cargo), mas, aos poucos, eu comecei a gostar mais dele e, de todos os atores, ele parece ser um dos que mais se diverte interpretando o personagem e gosto quando isso acontece. Também não podemos nos esquecer da Isabelle (Emeraude Toubia) e do Magnus (Harry Shum Jr.), que são o carisma em pessoa. Sempre que um ou mais desses estavam em cena, deixavam aquela sensação de que ia ser algo divertido e agradável.


Têm dois episódios que são os meus favoritos. O primeiro é o “Malec”, pelo fato de finalmente eu ver o Alec (Matthew Daddario) ter uma atitude sem ficar naquela frescura de "isso não é certo" ou então "ah, isso vai contra as regras". E o segundo foi o já citado “This World Inverted”. Esse foi, de longe, o episódio mais bonito visualmente e mostrou que a produção sabe trabalhar bem com cenas durante o dia. É uma pena que a história do seriado se passe à noite e, nesse ponto, eles precisam melhorar.


Eu sinto que a série sofre um pouco de preconceito por parte de algumas pessoas, que dizem que é uma série ruim, que é uma série para adolescentes etc., como se algo ser feito para certa faixa etária fosse algum problema. Eu mesmo vejo muitas coisas feitas para crianças e tem mensagens mais fortes que filmes considerados para adultos (não pornográficos, só para evitar piadinhas). Uma história, desde que seja bem contada, vai ser boa.


Bom, pessoal, por isso eu acho que vale à pena vocês darem uma chance para Shadowhunters. A série tem seus problemas sérios, mas, ainda assim, é algo que você pode assistir tranquilamente.
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