Doctor Who - The Magician's Apprentice


Depois de esperar por um bom tempo, como começou bem a 9ª temporada de Doctor Who! Pelo menos do New Who, esse foi o melhor começo de temporada. Teve personagens clássicos, referências às temporadas da série clássica, uma história forte onde os princípios do Doctor são colocados à prova e piadas muito bem colocadas para conseguir fazer com que as pessoas que estão assistindo relaxem. Quando você pensou que veria o Doctor tocando Pretty Woman? Foi sensacional! Capaldão está conseguindo se tornar meu Doctor favorito.

Eu sinto falta de não ter assistido a série clássica para poder vibrar em todas as referências de planetas e povos que são mostrados. Mas só de ver um Ood e a Shadow Proclamation novamente, duas coisas que foram tão marcantes na época do Décimo, já me deixou com aquele sentimento de nostalgia. Se você ainda não assistiu Doctor Who por achar o começo ruim, saiba que vale à pena e que vai melhorar muito com as temporadas que seguem. Bom, a partir de agora o texto vai ter spoiler sobre o primeiro episódio da 9ª temporada, então só leia se já assistiu.

The Magician's Apprentice

O episódio já começa com uma Guerra onde podemos ver um garoto cercado por “minas mão”. Por sinal, que conceito sinistro! Uma mina em forma de mão com um olho na palma e que se você se mexer, ela segura no seu pé e te puxa para baixo da terra. E a única pessoa que pode salvar esse garoto é o Doctor. Até essa parte é algo normal. O problema começa quando o Doctor descobre que o garoto é ninguém menos do que Dravos, criador dos Daleks e um dos seus maiores inimigos, então o Doctor acaba abandonando o garoto lá (pelo menos é o que parece). Para os primeiros minutos do episódio é um começo e tanto.

E essa situação mexe muito com o Doctor. Podemos ver ele fragilizado e envergonhado de uma maneira que nunca antes vimos. Ainda mais o Décimo Segundo que tem aquela cara de bravo e imponente, parece que nos momentos que ele desaba é mais fácil você ficar triste junto com ele. Mesmo nas cenas mais cômicas, ainda vemos a tristeza dele com a situação.

Também temos Missy e Clara juntas. Na primeira vez isso me incomodou um pouco, pois há pouco tempo a Missy tinha matado o namorado da Clara (obrigado Missy) e ela faz questão de perguntar se o namorado dela ainda está morto. Mas assistindo novamente e lembrando do episódio The Girl In The Fireplace, onde a Reinette fala para a Rose algo do tipo “pelo bem de um anjo vivemos em mundo de demônios”, no sentido de que, pelo bem do Doctor, ela faria qualquer coisa, e esse conceito se aplicou novamente depois de algumas temporadas.

Vamos falar um pouco sobre a Missy. Ela é aquele tipo de personagem ruim, mas que é impossível não torcer por ela. Em algumas das situações ela é totalmente caótica e sarcástica, alguém que pode falar de igual para igual com o Doctor e isso no corpo de uma mulher fica ainda mais interessante. Não sei se fui o único que achou isso, mas na hora que a Missy está mandando mensagem em vídeo, ela tem uns trejeitos muito parecidos com o Sheldon (TBBT) gravando seu programa sobre bandeiras. E é divertido ver o ciúme da Clara pelo Doctor considerar a Missy sua melhor amiga e o ciúme da Missy pelo Doctor considerar Dravos seu maior inimigo.

Agora vemos a Clara ganhar cada vez mais importância e sabendo que essa deve ser sua última temporada fica impossível imaginar o nível de sadismo do Moffat ao escrever o final para ela, porque todos sabem que ele adora fazer isso com os fãs. Eu a adorava com o Matt e não gostei dela com o Capaldi, mas tenho certeza de que vou acabar adorando ela nessa temporada só para ficar mal quando ela sair (maldito Moffat).

Fica a dica, para quem ainda não assistiu o episódio, veja antes o prequel “The Doctor’s Meditation”, que deve estar disponível no Universo Who. 
Tecnologia do Blogger.