Crítica: Capitão América - Guerra Civil


Quando saiu o anúncio de que o terceiro filme do Capitão América seria baseado em um dos mais emblemáticos arcos da Marvel, fui eu ler Guerra Civil para me preparar. É uma saga interessante e muito política e a grande quantidade de heróis em cena é um dos pontos que mais chama a atenção. O Homem Aranha tem um papel fundamental na história, porém seus direitos para o cinema pertencem a outro estúdio. Depois de uma longa conversa e com as filmagens já acontecendo, a Marvel entrou num acordo com a Sony, o amigo da vizinhança estaria lá. Vi novamente o filme agora com o lançamento em Blu-Ray para comentar aqui na Taverna.

Os irmãos Anthony e Joseph Russo nos surpreenderam bastante em 2014 com Capitão América 2: O Soldado Invernal, com muita ação e um belo filme de espionagem, então todos os olhos estavam voltados para eles. É aquela coisa, quando se faz algo muito bom é difícil superar. Capitão América - Guerra Civil peca um pouco pelo roteiro simples, porém nada que atrapalhe o filme, pelo contrário, é um filme muito divertido e não foi à toa que fez rios de dinheiro. O filme se passa depois de todos os acontecimentos de Vingadores 2 e com um acidente numa operação na Somália, onde Feiticeira Escarlate acaba matando diversos inocentes. A ONU propõe o Tratado de Sokovia, que obriga os Vingadores a responderem ao órgão e serem responsabilizados pelas consequências de seus atos se quiserem continuar na ativa. 

O filme entrega o que promete, tem belas cenas de ação e muitos heróis lutando entre si e com um bônus de recolocar o homem aranha com uma fidelidade digna dos quadrinhos: ele é nerd, é simpático, engraçado e, muitas vezes, ele representa você vendo aqueles caras como fã. O trabalho em equipe é um dos pontos fortes deste filme, várias vezes lembrando o primeiro Vingadores que, na minha opnião, é o melhor filme da Marvel. Sem falar das cenas icônicas dos quadrinhos, como quando o Gavião Arqueiro atira uma flecha com o Homem Formiga na ponta, ou quando o Homem de Ferro dispara seus propulsores no escudo do Capitão. 

Infelizmente, mais uma vez, a Marvel perdeu a chance de emplacar um bom vilão nos seus filmes e transforma o Barão Zemo num simples militar genérico. Parece que, por enquanto, temos que ficar com Loki e esperar Thanos voltar para pegar a jóia do infinito, que está na testa do Visão. Outro ponto que deixa a desejar é o CGI. O Pantera Negra ficou muito bom, porém quando ele parte para a luta, fica parecendo um boneco de plástico. No caso do homem-aranha também, mas dá para notar que gastaram um pouco mais nas cenas dele, afinal a missão dele ali era mostrar que a Marvel sabe fazer filmes com seus personagens que o público irá assistir em massa, coisa que a Sony tentou nos Espetacular Homem Aranha 1 e 2 e não conseguiu. As filmagens são bem enquadradas e deixam a expectativa lá no alto para Vingadores 3 e 4, que também serão dirigidos pelos irmãos Russo. Se você ainda não assistiu Guerra Civil, assista! Se já viu, então reveja e comente aqui na Taverna se você riu com a aparição do Stan Lee. Abraços!

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