Crítica: Criminal Minds - Beyond Borders


Quem acompanha o twitter do De volta para a Taverna já deve ter notado o quanto eu gosto de Criminal Minds. Atualmente está sendo uma das séries mais interessantes de acompanhar e está entre as minhas séries favoritas juntamente com Lost e Doctor Who. Há algum tempo eu já escrevi aqui sobre a série principal, mas hoje decidi falar sobre seu spin off chamado Criminal Minds: Beyond Borders.

Para variar, comecei assistindo a série com um pé atrás pois o crossover que teve com a série principal considerei um dos episódios mais chatos da temporada. Acredito que muito dessa rejeição tenha sido pela paleta de cores que é usada no episódio, que o torna algo mais claro, diferente daquilo que estou acostumado a ver em Criminal Minds, por mais que a série tenha bons episódios durante o dia.

Sei que algumas pessoas devem estar pensando: “mas Beyond Borders não é mais do mesmo?” e, por incrível que pareça, o conceito que a série apresenta é bem diferente. Enquanto a série principal foca principalmente nas mentes dos criminosos e no seu jeito de agir somente dentro dos Estados Unidos, Beyond Borders leva isso para uma escala mundial, já que a premissa da série é uma unidade do FBI que viaja pelo mundo tentando encontrar americanos que desapareceram.

Em muitos lugares do mundo as pessoas veem os Estados Unidos como aquele país que quer impor seu jeito de viver e pensar em outros países, o que, para ser sincero, é bem verdade. Só que o que torna o Beyond Borders interessante é que se eles fizerem isso vão acabar causando um incidente diplomático grave. Então, na maioria das vezes, a maior dificuldade que eles encontram nem são os criminosos e sim a barreira cultural. E como nossa cultura aqui no Brasil é muito influenciada pela americana, acaba se tornando mais fácil ver a série através dos olhos dos agentes, muito do que é estranho para eles, também é estranho para a maioria dos brasileiros.

O elenco ainda está procurando seu espaço, mas por mais que seja uma série nova, ela é derivada de outra série que está aí há mais de 11 anos e que já conquistou o coração do público com o carisma de seus personagens, deixando um aperto no coração cada vez que algum deles sai do elenco. Então, querendo ou não, comparações entre as duas séries vão surgir, ainda mais que tem alguns personagens com características parecidas, mas isso é algo aceitável já que são equipes táticas que precisam de especialistas em certas áreas.

Um fato que achei engraçado é que o ator Tyler James Williams, que interpretava o Chris em Everybody Hates Chris, é um dos membros da equipe na série e todo mundo aqui já deve ter visto as trolladas que os brasileiros fazem com ele nas redes sociais, chegando ao ponto dele fazer um vídeo pedindo para os brasileiros pararem. E em uma das suas últimas entrevistas, ele disse que não entende o que é aquilo tudo e que tem até medo de vir ao Brasil, já que se pelo instagram é daquele jeito, imagina pessoalmente? Mas agora que vem a parte engraçada. Na abertura da série mostra os atores, seus nomes e uns três lugares do mundo dando destaque a um em especial e adivinha qual cidade aparece em destaque com o Tyler? Isso mesmo, Rio de Janeiro – BRASIL. Com certeza tem um brasileiro envolvido nessa abertura, só pode.


O selo melhor pessoa vai para aquele personagem que mais se destacou de maneira positiva. Então nessa primeira temporada de Criminal Minds: Beyond Borders, o selo vai para Gary Sinise que interpreta o líder da equipe Jack Garrett. Achei que ele foi o personagem mais completo e que realmente conseguiu passar a sensação de líder. Para quem não sabe, (eu não sabia até esses dias) Gary Sinise foi o Tenente Dan Taylor em Forrest Gump.


Aqui eu deveria escolher o ponto fraco da série como aquele ator ou episódio que incomodou um pouco, mas achei os personagens tão dedicados ao que foi proposto e a série tão bem amarrada que dessa vez não encontrei algo para considerar um ponto fraco.




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