Crítica: Justiça


Justiça foi diferente de tudo o que a Globo vinha exibindo até hoje e foi isso que chamou minha atenção para a minissérie. Pra começar, ela tinha um jeito diferente de contar a história: dividida em quatro partes, cada parte contada por um personagem principal e tendo as histórias interligadas no decorrer da série. Todas envolvendo a busca pessoal por justiça.

Segunda-feira era a trama de Elisa (Débora Bloch) que não superava a morte da filha Isabela (Marina Ruy Barbosa) que foi assassinada pelo noivo Vicente (Jesuíta Barbosa) ao flagrá-la com o ex-namorado. A justiça para Elisa era matar o ex-genro assim que ele saísse da cadeia, mas na hora H não conseguiu executar o plano. Com isso, Vicente a procura em busca de perdão.

Terça-feira era a trama de Fátima (Adriana Esteves), que era empregada na casa de Elisa. Fátima matou o cachorro do policial Douglas (Enrique Díaz), por morder seu filho, e acaba sendo presa por tráfico (armação de Douglas, claro). Ao sair da prisão, ela deseja reconstruir sua família, mas seu marido havia falecido, seu filho mais novo havia se tornado morador de rua e sua filha mais velha havia se prostituído.

Quinta-feira era a trama de Rose (Jéssica Ellen) e Débora (Luisa Arraes). Rose acaba sendo presa com drogas dos amigos enquanto os outros foram liberados. Ao sair da prisão, ela descobre que Débora foi estuprada e não poderia mais ter filhos, juntas elas vão atrás do estuprador que não havia sido pego pela polícia.

E sexta-feira era a trama de Maurício (Cauã Reymond) que foi preso por eutanásia depois de ter matado sua esposa, que era bailarina e ficou sem os movimentos do pescoço para baixo, depois de ser atropelada. Ao sair da cadeia ele se aproxima da mulher do homem que atropelou sua esposa, agora um famoso político, para fazer justiça.

Vou evitar os spoilers para não comprometer aqueles que ainda pretendem assistir á série, mas posso dizer que Justiça foi muito bem feita do começo ao fim. Não só Débora Bloch como Drica Moraes (Vânia, mulher do político Antenor), Camila Márdila (Regina, esposa de Vicente), Leandra Leal (Kellen, esposa de Douglas) e Adriana Esteves, todas interpretaram suas respectivas personagens com muita fibra em um nível que dava gosto de assistir suas cenas.

O que mais me encantou no decorrer da série foi ver os personagens principais de outros dias como figurantes nos episódios em que eles não eram o centro da história. Uma forma de mostrar, de fato, como é a vida: uma coisa está acontecendo com você, mas outra história também está sendo desenvolvida pela pessoa que passou por você na rua, e talvez essa pessoa até conheça certas pessoas que você também conhece. Era tão empolgante como achar o Stan Lee nos filmes da Marvel!

Sobre os últimos episódios, não foram tão previsíveis quanto achei que seria e a forma como eles desenvolveram cada passo até aquele final foi muito empolgante de se assistir. Gostei de Justiça não só pelos atores e personagens das tramas principais, mas quem também estava de fundo, complementando cada história, também foi muito interessante de ser visto. Sem mencionar que em todos os finais parecia ter um gancho para uma segunda temporada, será que vai acontecer? O que vocês acharam da série? Comentem!
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