Crítica: Legends of Tomorrow


Em 2166, o vilão imortal Vandal Savage está prestes a conquistar seu objetivo final: trazer o caos para a humanidade. Enquanto isso, Rip Hunter, um Mestre do Tempo, vai contra seus superiores, que nada fazem para impedir Savage, e decide, por conta própria, voltar 150 anos e montar uma equipe de vilões e heróis capazes de parar tal vilão.


Toda a premissa de Legends of Tomorrow é muito interessante e desperta a curiosidade. Não é sempre que vemos heróis e vilões trabalhando juntos, e antes de assistir a série, eu fiquei me perguntando como isso funcionaria. Então foi bacana ver os escolhidos aceitando a proposta de Rip, cada um com um interesse próprio: heróis querendo salvar pessoas e vilões querendo se dar bem com a situação.


No começo era difícil ver Arthur Darvill como Rip Hunter sendo meio atrapalhado com essa equipe tão peculiar, em uma nave que viaja no tempo e não lembrar de seu personagem Rory em Doctor Who. Esses momentos e também ver a relação deles no decorrer dos primeiros episódios foram divertidos. Confesso até que cambaleei para o lado negro da força quando me vi rapidamente cativada pelo Capitão Frio, Onda Térmica e Canário Branco.


O problema começou quando, depois de alguns episódios, eu me vi insatisfeita e me questionando se todos os episódios seriam a mesma coisa: viajar no tempo para tentar parar Savage, falhar e voltar para a estaca zero, vivendo esse looping. Os personagens não se desenvolviam e eu não conseguia sentir convicção nos desejos e nas ações deles, como por exemplo, o triângulo amoroso entre Carter, Kendra e Ray. O Carter, por si só, seria facilmente descartado dessa temporada, já que ele pareceu não ter relevância alguma, e Kendra e Ray, eu não conseguia colocar fé no sentimento dos dois, até Sara Lance e Leonard Snart tinham mais química, e olha que eu nem gostei de vê-los como casal, já que achava bem melhor vê-los como amigos e parceiros.


Ainda assim, em nome dos bad guys que tinham me cativado, dei mais uma chance á série, e na reta final dessa primeira temporada, houve cenas e episódios muitos bons! Como o episódio com Jonah Hex e a última tentativa do grupo de tentar salvar o mundo de Vandal Savage. Gostei de ver a evolução do personagem de Dominic Purcell, o Onda Térmica, que começou bem bruto e estúpido, passou por uma fase complicada e finalmente se tornou mais esperto e sensato (daquele jeitinho dele, né?). Apesar de Jax e Stein viverem discutindo sobre suas formas de agir, ambos tinham bom coração e procuravam sempre ajudar as pessoas (o que as vezes rendiam algumas consequencias), e achei bacana mostrar isso, já que ser o Nuclear acabava sendo um tipo de relacionamento sério, cujo sempre tem esse tipo de atrito e reconciliação...


Apesar de algumas falhas no roteiro, Legends of Tomorrow é uma série que vale a pena ser assistida. Foi deixado um gancho para a segunda temporada e eu espero que eles aprendam com as falhas da temporada inicial e melhorem o que tiver que ser melhorado. Infelizmente, Snart não estará na equipe de Rip, mas teremos mais de Jonah Hex a partir do dia 13 de outubro, com o retorno da série.


Não sei se foi pelo sotaque ou pelo jeito irônico de falar, mas eu sempre gostava de ver o Snart em cena. Eu gostava do humor dele e do quanto ele tentava ser sensato apesar dos seus instintos de bandido. Gostava da relação dele com o Mick e também com a Sara Lance. É uma pena ele estar fora da equipe na próxima temporada.


Quem chamou esse cara? Quem foi Carter Hall na fila das viagens no tempo? Como eu citei anteriormente, achei o personagem irrelevante na história da série. As poucas vezes em que apareceu, ou atrapalhou os planos da equipe, ou simplesmente não fez diferença alguma. Prêmio de personagem mala pra ele.
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