Crítica: Meu Vizinho Totoro


Se você ainda não ouviu falar do Studio Ghibli ou simplesmente ainda não conhece os filmes, está na hora de conhecer as incríveis animações desse estúdio que está desde 1985 produzindo animes em escala mundial e recebendo muitos elogios do público e da crítica.

O Studio Ghibli tem o único filme de língua não-inglesa que ganhou um Oscar de melhor animação (A Viagem de Chihiro, 2012) e um filme considerado um dos melhores filmes de guerra já feitos (Túmulo dos Vagalumes, 1988), mas para apresentar esse estúdio, escolhi falar sobre o filme mais popular de Hayao Miyazaki, um dos fundadores do Studio Ghibli.

Tonari no Totoro, Meu Vizinho Totoro ou Meu Amigo Totoro, como ficou mais conhecido aqui no Brasil, é uma animação de 1988 que conta a história de duas irmãs, Satsuki (10 anos) e Mei (6 anos), que acabam de se mudar com o seu pai para uma casinha bem simples no interior rural do Japão, com o objetivo de ficarem mais próximos de sua mãe, que está no hospital se recuperando de uma doença.

O que eu acho incrível na cultura japonesa é o poder que eles tem de tornar tudo uma grande história de mitos, lendas e contos. Por exemplo, ao chegarem na casa nova, Mei se assusta com dustbunnies, que podemos ver no filme como pequenas bolinhas pretas fugindo para os cantos da casa ao tentar se esconder de quem estava chegando, quando na vida real, os dustbunnies são, nada mais, nada menos, que os cotões de poeira que a gente encontra embaixo do sofá no dia da faxina.

Esse tipo de coisa me encanta muito nos animes, é como entrar em um universo mágico onde tudo é possível, e a história relacionada ao Totoro não podia fugir disso. Mei foi a primeira a encontrá-lo, enquanto brincava no jardim de casa, mas quando contou ao seu pai e a sua irmã, ambos acharam que ela havia apenas sonhado com o encontro com aquele ser, e para não desanimar a menina, seu pai diz que ela encontrou um espírito protetor da floresta.

O filme carrega o nome dele, mas Totoro aparece poucas vezes. Ainda assim, a história te contagia com tanta fofura e cenas divertidas. Tanto que o filme e seu personagem título acabaram se tornando ícones culturais ao ponto de tê-lo estampado na logo oficial do estúdio, representando todas as outras animações que também valem a pena serem conferidas, cujas, em breve, trarei resenhas e críticas aqui para o site.

Apesar do cenário descontraído, o filme também mostra algumas dificuldades daquela família, desde o momento em que se mudam para uma casinha velha, passando pelo fato de Satsuki estudar e ainda cuidar da casa e da irmã enquanto o pai trabalha em outra cidade, até o fato de tudo isso acontecer devido á mãe estar no hospital. Talvez se não fosse esse “jeitinho Ghibli” de contar histórias, o filme teria uma perspectiva meio triste.

Eu não queria escolher nada clichê quanto o personagem que dá nome ao filme, mas vocês precisam ver o quanto Totoro, apesar de gigante e cavernoso, é adorável. O sorrisão daquele espírito protetor da floresta é de derreter qualquer coração e te faz desejar ter um encontro com ele e também viver aquelas aventuras mágicas.

Creio que não há um personagem ruim nesse filme. Talvez a única coisa que me incomodou (e bem pouco) foi o fato do Totoro não ter aparecido tanto. Gostaria de ver mais cenas dele com as crianças, mas isso não faz do filme menos interessante, pelo contrário, continuo achando ele bem incrível.


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