Crítica: Narcos (1ª e 2ª Temporada)


Possivelmente, assim como eu, você é um brasileiro que desconhece diversas aventuras históricas que aconteceram no nosso país e suas redondezas. Não é nossa culpa. O ensino público tende a passar tudo correndo e no fim você só se recorda dos gregos, romanos e um pouco do Brasil imperial.

Então lá estou eu, navegando nas “interwebs” quando de repente a Netflix anuncia que vai fazer uma série sobre Pablo Escobar. Sabia que esse nome estava relacionado com drogas, mas nem me passava pela cabeça a realidade de um dos maiores narcotraficantes do mundo.

House of Cards e Demolidor me ensinaram que a Netflix sempre vai entregar produções muito bem feitas e com histórias que valem à pena gastar 10 ou 13 horas seguidas para ver seu término. Quando vi nomes como José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2 / RoboCop), Wagner Moura (Tropa de Elite 1 e 2 / Elysium) e Pedro Pascal (Game of Thrones) resolvi que assistiria Narcos.

Se você não conhece ou não assistiu a primeira temporada, Narcos conta a trajetória de Pablo Escobar, o patrão do tráfico de cocaína na Colômbia e depois nos EUA, desde sua ascensão até a sua morte pela operação em parceria da polícia colombiana com agentes americanos do DEA (Breaking Bad manda lembranças).

Com uma narrativa meio série, meio documentário, Narcos consegue prender a atenção misturando fatos com um pouco de ficção. Vídeos e imagens de TV da época reforçam como o cara era muito poderoso e não tolerava que questionassem suas vontades.

Wagner Moura ficou perfeito como Pablo e, por vezes, você se pega questionando se ele realmente era um cara mau. Aí ele vai lá e explode um avião matando 107 pessoas e você fica sem reação. Sempre deixando um gancho no final, a série te faz querer procurar se aquilo realmente aconteceu e na maior parte das vezes, sim, aquilo aconteceu.

Se a primeira temporada contou como Pablo virou “el patron” e líder do Cartel de Medellín, a segunda temporada acompanha sua queda promovida em grande parte pelos rivais do Cartel de Cali. Também é mostrado a relação com sua família e como seus capangas o tratavam com o sentimento de família, muitas vezes, até oferecendo suas vidas para protegê-lo. 

A Netflix já confirmou terceira e quarta temporadas, continuando a história do narcotráfico na América, agora com o Cartel de Cali como protagonista. Se você, como eu, é um grande fã de história ou gosta de séries com perseguições policiais, dá uma chance para Narcos.
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