Crítica: Star Trek: Sem Fronteiras


Com a saída de J.J. Abrams da direção dessa retomada de Star Trek nos cinemas eu fiquei um pouco preocupado como seria Star Trek: Sem Fronteiras. Mas, felizmente, Justin Lin deu conta do recado e fez um filme que seguiu a linha que seus antecessores vinham apresentando.

Após o terceiro ano de sua missão de cinco anos de exploração, vemos uma tripulação da Enterprise um pouco desgastada emocionalmente. Se no começo do segundo filme vemos um Kirk confiante e animado, dessa vez acontece exatamente o contrário. É visível o quanto ele está desgastado com o confinamento na nave e até mesmo cogita deixar o posto de Capitão da Enterprise. Por outro lado, temos o Spock que após saber da morte do Embaixador Spock, o seu eu do futuro, decide que será melhor deixar a nave e continuar o legado do Embaixador Spock e reconstruir Nova Vulcano. Com isso, até sua relação com Uhura acaba sendo abalada. E, por último, temos McCoy que tenta servir como apoio tanto para Kirk quanto para Spock.

Além desses problemas pessoais, o filme mostra a Enterprise indo em uma missão de resgate, só que como nada para os tripulantes dessa nave funciona como deveria, eles acabam encontrando com um ser que deseja destruir a Federação (para variar). Só que até em mais da metade do filme os motivos dele querer essa vingança não ficam claros e isso torna o vilão um tanto quanto sem graça, mesmo tendo um grande ator no papel (Idris Elba). Apesar de os momentos finais, onde se explicou um pouco mais sobre ele, ter ficado mais interessante, realmente eu achei que ele não funcionou muito bem.

A relação entre os personagens foi novamente um ponto alto do filme. Normalmente agindo em dinâmica de duplas, com piadas rápidas e inteligentes no meio de cenas dramáticas e de ação fez com que Star Trek: Sem Fronteiras tivesse um bom ritmo. Vale destacar principalmente as atuações de Chris Pine (Capitão Kirk), Zachary Quinto (Spock) e Karl Urban (McCoy). Você vê ali que os personagens não são apenas tripulantes, que são realmente amigos, quase como uma família e se sentem no total direito de dar opinião sobre a vida do outro.

Jaylah, personagem da Sofia Boutella - para quem não se lembra, ela era aquela assassina de Kingsman que usava a prótese nas pernas como armas - serviu para dá um ar novo à tripulação, além de ser uma personagem forte e carismática. Espero que ela fique na tripulação, pois realmente gostei muito dela.

Também teve os momentos emocionantes no filme onde Zachary Quinto mencionava Leonard Nimoy para dar um fim no seu arco nessa nova história e também como uma maneira de homenagear o ator que deu vida a um dos personagens mais clássicos do universo nerd e que faleceu no começo de 2015. Mesmo eu não tendo assistido a série clássica, todos os momentos em que apareciam uma imagem dele dava aquela sensação de vazio.

Dr. McCoy foi o personagem mais interessante para mim nesse filme. Por mais que eu também tenha gostado muito da Jaylah, ele serviu muito bem como apoio emocional para Capitão Kirk e os diálogos dele com Spock me fizeram rir várias vezes. Então o “Magro” é meu destaque.

Infelizmente o ponto mais fraco para mim no filme, como vocês já devem ter notado, foi o personagem do Idris Elba. Eu não me apeguei ao vilão e muito menos consegui sentir raiva dele. Foi um personagem muito genérico para um ator tão bom.

Em resumo: Star Trek: Sem Fronteiras foi um bom filme que soube dosar ficção científica com ação. Ele foi um pouco abaixo do seu antecessor, Além da Escuridão - Star Trek, teve alguns problemas, mas ainda assim é um filme que merece ser visto. Se tivesse que dar uma nota, acredito que seria um 7,5. Espero que tenham gostado do texto e deixem suas opiniões sobre o filme.
Tecnologia do Blogger.