Crítica: Star Wars - The Force Awakens


Me convidaram para assistir The Force Awakens, e mesmo contrariada, já que não havia visto os outros filmes, eu fui assistir. Quando soube que teria que fazer essa crítica, senti que não tinha base o suficiente para falar do filme, mas e se eu quisesse mostrar Star Wars exatamente pela visão de alguém que não conhece a saga completa? Então esse texto é em especial para aqueles que, assim como eu, tudo o que você conhece sobre Star Wars é graças ás referências da cultura POP e á piadinha de amigos.

Acredito que Star Wars VII veio apresentando novos personagens exatamente para atrair um novo público. Quero dizer, os primeiros filmes foram lançados nos anos 70 e, claro, com quase 40 anos de história, daqui a pouco seus atores principais não estarão mais aqui (infelizmente, é a lei da vida), então, pra começar, achei interessante eles misturarem novos personagens com os personagens antigos, meio que fazendo os atores originais passarem o bastão para novos atores de maneira digna, sem substituir aqueles que consideramos insubstituíveis.

Descobri que você não precisa, necessariamente, assistir aos outros filmes para assistir Star Wars: O Despertar da Força. Claro que tendo assistido aos outros filmes, você entende certas referências que não entenderia se não tivesse assistido, mas O Despertar da Força é uma história bem fechada, explica bem as razões dos personagens e não tem erro: você vai entender e até se envolver na história.

O enredo do filme é bem simples: Luke Skywalker (Mark Hamill) é o último Jedi (guardião do lado da luz da Força) e está desaparecido. A General - antes Princesa - Leia (Carrie Fisher), irmã de Luke e Líder da Resistência, mandou um piloto em busca de um mapa com a localização de Skywalker. Esse piloto, Poe Dameron (Oscar Isaac), é atacado pela Primeira Ordem, uma organização política e militar que luta contra a Resistência pelo controle da galáxia.

Poe é capturado, mas antes disso esconde o mapa em seu android BB-8, que foge e acaba esbarrando em Rey (Daisy Ridley), uma humana sensível a Força que vivia por conta própria em um planeta ferro velho. Rey acaba se simpatizando com o android (quem não se simpatiza, né?) e acaba ficando com ele, mesmo sem saber que ele guardava algo tão precioso.

Voltando á Poe, o piloto acaba recebendo ajuda de um Stormtrooper (soldado da Primeira Ordem) que também queria fugir de lá por não compactuar com a organização militar. Ambos fogem e na aterrissagem forçada, Finn (John Boyega) - o Stormtrooper - esbarra com Rey e BB-8 e conta o que o android está guardando. A partir daí, começa a aventura para entregar BB-8 em segurança para a General Leia.

Achei ótima a escolha dos protagonistas do filme, mesmo sendo atores pouquíssimos conhecidos antes de Star Wars. Daisy Ridley e John Boyega fizeram de Rey e Finn personagens super carismáticos e que divertiu o público com seu relacionamento meio atrapalhado. Rey tem uma personalidade incrível e Finn é muito engraçado, mesmo sem querer.

Fiquei com a sensação de que Star Wars: The Force Awakens pode ser um bom filme para despertar o interesse da franquia na nova geração que está vindo por aí ou para o pessoal da geração antiga que ainda não teve a chance de assistir aos filmes. Ele acaba te intrigando e te fazendo questionar como aqueles personagens chegaram até ali e que história tem por trás de Luke, Leia, Han Solo e Darth Vader. Sem se esquecer dos personagens que tem o dom de te conquistar sem dizer uma palavra sequer, como Chewie e BB-8, nesse filme.

Como escolher apenas uma pessoa desse filme? Rey com certeza se destaca, Finn é um ótimo alívio cômico, BB-8 é adorável e ver a relação de Han Solo com Chewie poderia fácil ganhar esse "melhor pessoa", mas eu vou ficar com a Rey. Eu gostei muito dela como personagem principal.

Se eu dissesse o motivo maior de tê-lo deixado como pior pessoa, seria um enorme spoiler pra quem ainda não assistiu, e como esse texto é direcionado á essas pessoas, vou deixar aqui o mistério no ar. Mas vou dizer que Kylo Ren foi um ótimo vilão, daqueles que te deixa com raiva e indignado com o quão ruim (personalidade) ele consegue ser.
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