Crítica: Tartarugas Ninja – Fora das sombras


Olha a nostalgia batendo aqui no De Volta Para a Taverna para falar sobre o novo filme das Tartarugas Ninja – Fora das sombras, que conseguiu ser melhor que o primeiro dessa nova leva de filmes dos ninjas verdes. Tudo bem que ser melhor que o primeiro não é nenhuma honra, é praticamente uma obrigação, mas tá valendo!

Tartarugas Ninja é um filme de ação e pancadaria com bastante comédia. Quem vai assistir ao filme esperando ver um drama que mudará a sua vida e que vai concorrer ao Oscar de melhor filme e melhor roteiro, talvez, apenas talvez, esse não seja o filme ideal para você. Gosto dos filmes das Tartarugas Ninja, muito pelo fato da nostalgia, já que cresci nos anos 90 assistindo o desenho e os filmes clássicos. Isso sempre contribui para que eu goste do filme. Sabe aquela velha história de “o filme é ruim, mas eu gosto” e que muita gente tem medo ou vergonha de admitir? Então, é isso. Analisando no geral, eu considero ele um filme nota 5.5 ou até mesmo 6.5, mas serviu para dar muita risada.

Como o primeiro filme teve muita crítica negativa, o estúdio precisava agradar nesse segundo. Então você deve estar imaginando: “ah, eles resolveram colocar um ator de renome que desse ao filme uma carga mais emocional”. Que nada! O estúdio mostrou que realmente gosta de arriscar e colocou Stephen Amell (Oliver Queen – Arrow). Essa foi a maneira do estúdio dizer que uma carga emocional estava longe dos planos deles. Agora, sendo sincero, eu fiquei com muito medo pela participação do Amell no filme. Acho que eu estava tão pessimista que acabei gostando do que vi. Parece que ele se sai melhor fazendo um personagem mais divertido que não exija tanto com cenas emotivas. Já em relação às cenas de ação, eu estava tranquilo com a participação dele, porque sei o quanto ele se dedica a essa parte no seriado do Arrow.

Outra coisa que vem me incomodando desde o primeiro filme é a escolha da Megan Fox para o papel de April O'Neil. Não estou discutindo a qualidade dela, nem seu carisma, mas a April sempre foi aquela personagem legal que, mesmo usando uma roupa toda amarela, agradava aos fãs por ser uma pessoa interessante e cativante. Ela nunca foi uma sex symbol, como ficou parecendo essa versão com a Megan, mas tem aquele porém, mesmo se fosse a Megan e o roteiro não ficasse focando tanto na parte estética dela, poderia ter sido uma boa escolha. Sinceramente, eu preferia uma atriz que conquistasse mais pelo carisma, como era no desenho dos anos 90 (pelo menos, dessa vez, deram mais espaço para as Tartarugas).

Esse novo visual que deram para as Tartarugas, sendo cada uma de um jeito e tamanho diferente me agradou muito. Agora não muda só a cor da faixa. A personalidade deles também ficou boa. Toda a cena com o Raphael no avião me fez rir muito. Eu sei que, a essa altura, muita gente já deve ter assistido ao filme, mas, ainda assim, quero evitar spoilers. Então, se você assistiu, sabe de qual cena estou falando e, se ainda não assistiu, saiba que é uma cena bem engraçada. Mais uma vez o Destruidor deixou a desejar, só que, em compensação, tivemos Bebop e Roquested, que podem facilmente ser considerados os capangas mais burros do mundo.

Então, pessoal, se quiserem assistir um filme para se divertir no final de semana, acredito que Tartarugas Ninja – Fora das sombras seja uma boa escolha.
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