Crítica: Truque de Mestre - O 2º Ato


Não adianta, sempre que um filme faz um grande sucesso vem sua sequência e com Truque de Mestre não ia ser diferente. Mas com a sequência vem aquele monstro chamado expectativa que, ultimamente, vem destruindo quase todos os grandes filmes. Quando assisti o primeiro Truque de Mestre, era um filme que eu não esperava muita coisa, apesar de ter um bom elenco. Agora, na sua sequência, eu esperava algo tão grandioso quanto o primeiro.

Só que no primeiro não tínhamos um referencial para comparação e tudo era novidade. Você nunca sabia como os personagens iriam se safar das situações, o que não aconteceu no segundo que se tornou muito previsível e em vários momentos acabava quebrando o clima. Quem assistiu esperava algo mais grandioso daqueles personagens que aprendeu a gostar tanto no primeiro filme.

Os novos personagens caíam muito bem no filme e o fato de atuarem com grandes nomes do cinema como Michael Caine, Morgan Freeman e um monstro como Mark Ruffalo (não podia perder a piadinha do Hulk) ajuda a qualquer ator.

Dessa vez os cavaleiros estavam nas sombras por quase um ano, até que surge uma oportunidade onde eles podem usar suas habilidades para desmascarar uma empresa que está desenvolvendo um sistema que pode acessar qualquer computador no mundo, acabando com a privacidade das pessoas (e não, eu não estou falando do Facebook). Só que essa tecnologia também interessa à certa pessoa que foi afetada pelas ações dos cavaleiros no primeiro filme. Então ele junta sua sede de vingança com a necessidade de habilidades dos cavaleiros para tentar conseguir essa tecnologia.

Ainda assim, o filme teve cenas bem empolgantes e muito divertidas como, por exemplo, a do assalto onde você pode ver as habilidades deles como mágicos e como eles reagem em momentos em que precisam improvisar. Ás vezes um pouco exagerados e atrapalhados, mas, ainda assim, um bom improviso. E outro momento excelente é a cena de ação em que o Dylan sai na pancadaria usando o cenário no melhor estilo Jackie Chan e com vários truques de mágica. No fim das contas, é uma história gostosa de acompanhar. O filme cumpre a proposta dele que é divertir o público e faz com que fique aquela torcida por uma continuação porque se filme de assalto já é divertido, filme de assalto usando mágica é ainda melhor!

O meu destaque do filme vai para Lula (Lizzy Caplan) que entrou para os cavaleiros no lugar de Henley (Isla Fisher). O carisma da personagem já conquista logo de cara, muito devido à sua falta de noção. Ela foi o alívio cômico com conteúdo do filme. Fiquei com vontade de ver mais cenas com ela.

Não sei quem foi o gênio que teve a brilhante ideia de colocar o Woody Harrelson para fazer o papel do seu irmão gêmeo. O Woody é um bom ator. Isso eu acho que ninguém aqui discorda. E a ideia de um irmão não foi ruim, mas precisava ser gêmeo? Ficou meio caricato e acabou quebrando um pouco da magia do filme.
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