Ao no Exorcist


Ao no Exorcist é um dos ótimos animes atualmente disponíveis na Netflix. Com apenas uma temporada de 25 episódios, a história fala de Okumura Rin, um adolescente bem rebelde e desleixado que é criado por um padre em um mosteiro. Rin é totalmente o oposto de Yukio, seu irmão gêmeo, que é tranquilo e estudioso, e acabamos percebendo, logo no início dessa história, o quanto essa diferença faz com que Rin se sinta perdido e deslocado, como se não tivesse encontrado um lugar no mundo onde se encaixasse.

A trama ganha força quando descobrimos o que influencia tanto essa personalidade explosiva de Rin: ele é um filho do Satã. Por mais que isso soe macabro e assustador, esse não é o gênero principal do anime. Creio que muito disso venha da mente aberta em que os japoneses tem pra esse tipo de mitologia: tudo bem Rin e Yukio serem filhos do Demônio, isso não faz deles pessoas ruins, pelo contrário, Rin é um protagonista muito divertido e carismático e Yukio um personagem muito justo. Fico me perguntando o que senhorinhas como aquelas que criaram uma petição para tirar a série Lucifer do ar, por exemplo, falariam de uma animação como essa…

Desde o começo a história de Ao no Exorcist é contada de uma forma que faz com que você se apegue aos personagens, sendo assim, é um choque quando você perde um deles logo nos primeiros episódios, mas compreensível que foi necessário para dar início à jornada do herói. 

Apesar dos irmãos Okumura serem os principais desse anime, o interessante é que cada personagem secundário tem sua própria motivação na história principal. Tais personagens aparecem quando Rin vai para a Academia Vera Cruz, uma grande e conceituada escola japonesa que treina exorcistas secretamente, e se junta à uma classe com alunos de personalidades bem distintas, cada um carregando uma bagagem diferente, e é bem interessante ver o Rin lutando para ser aceito entre os outros (já que o mesmo chega lá sem entender nada sobre exorcismos) e a transição dos alunos de meros desconhecidos para amigos e aliados.

Outro personagem que chama bastante atenção é o Mephisto, o diretor da Academia Vera Cruz. Ele não é bom e nem é mau, ele (literalmente) só gosta de lançar a discórdia, sentar e ver o circo pegar fogo.

Não sei como era a história no mangá, e pelos relatos que eu vi de quem leu, o anime tem muitos fillers e a história não segue bem o rumo do mangá, mas ainda assim, se tornou um dos meus favoritos. A trilha sonora é sensacional, destacando a primeira abertura com a música Core Pride do UVERworld que é super contagiante e passa uma mensagem que vale a pena ser conferida, sem contar que a animação tem traços e uma paleta de cores muito bonita, capaz de fazer com que seja notável a diferença entre os cenários do mundo humano e do universo sobrenatural. 

A 2ª temporada foi confirmada para 2017, mas ainda não sabemos se será um reboot (dessa vez, mais fiel ao mangá) ou se continuará de onde parou, mas ainda há tempo de você conhecer essa história. Ao no Exorcist está disponível na Netflix como “Blue Exorcist”, vale muito a pena dar uma conferida, aproveitem que ainda não saiu do catálogo! E se curtir mesmo, ainda tem um filme disponível para aproveitar quando terminar a 1ª temporada.

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