Criminal Minds - The Crimson King


Criminal Minds está de volta para sua décima segunda temporada e a alegria só não é maior porque junto com a nova temporada também chega o momento de se despedir de um dos personagens mais queridos da série, o agente Aaron Hotchner, interpretado por Thomas Gibson. O personagem estava no comando da equipe desde o primeiro episódio e, como a maioria já deve saber, a sua saída da série foi por causa de uma briga com o produtor/roteirista da série. Nada fica muito claro nisso tudo, mas o que foi falado é que Gibson no meio da discussão teria chutado a perna do produtor. Para começar, se realmente foi isso mesmo que aconteceu, é uma briga com mais cara de alunos de 5º série que eu já vi. E outra, você vai demitir um ator que está há 11 anos no seriado por isso? Poderia dar uma multa grande ou algo do tipo. Não sei o que aconteceu lá internamente, mas acho a demissão uma atitude muito impulsiva e espero que não matem o personagem, que deixem em aberto caso num futuro resolvam trazê-lo de volta. Essa é a minha torcida.

Agora que o desabafo foi feito, vamos falar um pouco do primeiro episódio que teve muita coisa positiva e uma que foi um pouco negativa. No final da décima primeira temporada, treze prisioneiros haviam escapado e o FBI estava responsável por capturar novamente essas pessoas. De começo, achei que iam passar quase essa temporada toda atrás dessas pessoas, mas tive uma surpresa, pois logo no começo do episódio eles falam que oito dos treze já haviam sido capturados e, dessa maneira, já apresentam Luke Alvez (Adam Rodriguez) como novo personagem. Pelo pouco que vi, achei ele bom ator e carismático. Ele claramente veio para substituir o espaço deixado por Derek Morgan como o personagem mais impulsivo, mais atlético, um soldado mesmo, como é dito que ele é. Até aí eu gostei e seja bem-vindo à equipe. Só que no momento que eles tentam colocar ele fazendo as vezes do Morgan na relação com a Garcia já me incomodou um pouco. A relação Morgan e Garcia não era só dos personagens, mas dos atores em si, então eu ficaria feliz se não tentassem forçar isso e, sim, que deixassem acontecer.

Um dos criminosos que fugiu é Peter Lewis. Para quem não se lembra (eu mesmo demorei um pouco para lembrar), Lewis apareceu na décima temporada em um episódio dirigido pelo Matthew Gray Gubler. Nesse episódio, Lewis consegue controlar a mente das pessoas através de um gás que causa alucinações e faz com que eles matem seus familiares ou pessoas próximas. No final dessa primeira aparição, Peter Lewis tenta controlar Hotch e fazer com que ele tente matar Morgan, Reid e Rossi, mas Hotch acaba conseguindo superar esse controle e a equipe acaba prendendo o criminoso. Depois de um tempo preso, Lewis quer vingança e, agora que escapou, ele começa a usar pessoas com transtorno dissociativo de identidade e faz com que elas obedeçam suas ordens e acreditem que são outras pessoas.

Esse é um daqueles episódios que você acaba ficando com pena do assassino. Nesse caso, é de Brian Phillips, porque ele não tinha consciência nenhuma do que estava fazendo, além do seu transtorno dissociativo de identidade (que só o conceito já é algo muito sinistro), ainda tem o fato de ter um maníaco que o drogou e o fez acreditar que é um serial killer. Foi um episódio bem denso onde o inimigo sempre esteve dois passos à frente. Eu gosto quando a equipe enfrenta esses personagens que agem com tudo planejado e não é só ira e violência. Esse jogo de xadrez na história sempre dá um toque especial. Espero que tenham muitos episódios assim e que venha logo o próximo.
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