The Flash - Flashpoint


The Flash está de volta para sua terceira temporada e Barry Allen continua fazendo besteira. Considero ele o personagem mais carismático das séries de heróis da atualidade, mas se tem um personagem que faz você falar: “Não, não faz isso que vai dar merda!”, esse personagem é Barry Allen.

Por mais que você saiba o quanto Flashpoint pode ser importante para a CW tentar dar um rumo novo na trama de Arrow (espero que consiga) e também achar uma maneira de colocar a Supergirl existindo no mesmo universo das outras séries, às vezes, dá um leve desespero com o Barry alterando a linha do tempo. Acho que já está na hora de alguém chamar ele para assistir Efeito Borboleta. Quem sabe, assim ele consiga entender que com isso não se brinca. Podia colocar o fantasma do Ashton Kutcher fantasiado de Jedi dando conselhos para ele sobre a Força da Aceleração (agradeçam por eu não ser o roteirista).

Se bem que dá para entender o personagem. Quem nunca quis voltar no passado para mudar algum acontecimento? E, no caso, ele tentou voltar para salvar a vida dos próprios pais. Acredito que, a partir do momento que ele aprender a superar as perdas, o personagem vai crescer muito. Mas bate um medo de que a CW comece a usar isso como muleta. Sempre que ela tomar decisões em suas séries que acabem desagradando o público, eles coloquem o Flash para voltar no tempo e mudar algo.

Agora, falando do episódio em si, por mais que todo mundo soubesse que aquela realidade não iria durar muito tempo, você acaba se apegando aos personagens (vantagem de ter um bom elenco). Ver o Wally querendo ser chamado de Flash, todo mundo falando Kid Flash e o Cisco como um milionário, serviram para dar boas gargalhadas, mas achei estranho que, mesmo com a realidade alterada, não era para o Cisco se lembrar, mesmo que vagamente, da outra linha do tempo?

Foi difícil ver um personagem tão querido quanto o Joe vivendo como um alcoólatra e já tendo sinais de desavença com a Iris. Mas o final é de cortar o coração, quando Barry volta ao que devia ser sua linha do tempo natural e toca no nome da Iris e você vê a expressão do Joe, sua reação logo em seguida, deixando Barry e todo mundo que estava assistindo com aquela sensação de “o que está acontecendo?”. E, por fim, Wally explica que os dois estão brigados e não se falam. É triste porque a Iris sempre foi mais que uma filha, ela era alguém com quem o Joe podia contar e vice-versa.

Praticamente todos os personagens estavam muito bem no episódio. Até mesmo a Caitlin, que pouco apareceu, teve seus momentos. Agora, eu queria destacar dois pontos: um negativo e um positivo. O negativo foi o Rival. Me acostumei tanto com os outros corredores serem tão marcantes logo de cara. A personalidade dele parecia daqueles vilões de segunda categoria, sem contar que, visualmente, ficou parecendo que pegaram a roupa do Zoom e tentaram vestir no Barry. Já o ponto positivo é que achei que foram todas as aparições do Flash Reverso. O tempo todo ele estava seguro sabendo que o Barry ia acabar voltando para pedir a ajuda dele e o requinte de crueldade que ele teve em fazer o Barry pedir para que ele matasse mais uma vez Nora Allen foi muito marcante. Ele sabia que era isso que teria que fazer, mas toda a satisfação que ele teve em ouvir isso da boca do Barry faz dele o melhor vilão do Flash até agora, independente de qual ator esteja interpretando o personagem.

Estou ansioso pelos próximos episódios das séries da CW para ver o quanto o Flashpoint impactou em cada uma delas. E, vocês, o que acharam? Comentem aí!
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