Crítica: Filhos da Esperança


Bom, hoje vamos falar um pouco sobre o filme Children of Men ou Filhos da Esperança, como é conhecido aqui no Brasil. Um amigo me indicou esse filme e como eu nunca tinha ouvido falar sobre ele, fui ler a sinopse antes de assistir e me interessei bastante. É um filme britânico-americano lançado em 2006, adaptado do romance The Children of Men, de P. D. James e dirigido pelo mexicano Alfoso Cuarón.

Alfonso Cuarón foi diretor de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2005) e de Gravidade (2013). Vale lembrar que Gravidade lhe rendeu o Oscar de melhor diretor. Filhos da Esperança também foi indicado ao Oscar em 2007 em três categorias: melhor roteiro adaptado, melhor edição e melhor fotografia. O diretor de fotografia desse filme, Emmanuel Lubezki, também mexicano, já levou três oscares consecutivos nessa mesma categoria pelos maravilhosos Gravidade (2014), Birdman (2015) e O Regresso (2016).

Mas voltando ao filme: a história se passa em Londres no ano de 2027 em um momento em que a humanidade sofre com uma grave crise de fertilidade. O filme começa com a notícia da morte da pessoa mais jovem do mundo, com 18 anos, 4 meses, 20 dias, 16 horas e 8 minutos de idade. Sim, a notícia dá todos esses detalhes sobre a idade desse menino que era uma celebridade por ser a pessoa mais jovem do mundo. Até que faz sentido ele ser uma celebridade, já que ele foi a última pessoa a nascer em um mundo onde as mulheres não engravidam há mais de 18 anos. Hoje em dia sabemos que nem precisa de tudo isso para se conseguir um pouco de fama.

A infertilidade mundial levou ao caos e ao colapso da sociedade. Com isso o Reino Unido tem muitos pedidos de asilo e, em resposta, se torna um estado militarizado com as Forças Armadas lutando para impedir a entrada de imigrantes. Theo Faron, interpretado por Clive Owen, é sequestrado por um grupo – considerado terrorista pelo governo – que luta pelos direitos dos imigrantes, conhecido como “Os Peixes”. Theo é levado até a líder, sua ex-esposa Julian, e ela oferece dinheiro para que ele consiga papéis de imigração para uma jovem chamada Kee. Theo consegue os documentos e concorda em ir com o grupo até a costa para levar Kee, que mais tarde revela sua gravidez a Theo, que passa a protegê-la, já que esse bebê pode ser a salvação para a possível extinção da humanidade.

Um ponto interessante e ao mesmo tempo muito triste no filme é como são mostrados os péssimos tratamentos a imigrantes ilegais que chegam à Inglaterra. Infelizmente sabemos que atualmente existe um grande preconceito contra imigrantes, principalmente em países mais desenvolvidos. Outro ponto que achei interessante é a ideia geral do filme: a questão da infertilidade, que pode levar à extinção da humanidade. Porém, apesar da ótima fotografia do filme e da questão humanitária que é levantada, admito que o filme não me cativou tanto. Não sei dizer exatamente o motivo. Talvez porque seja um filme um pouco diferente do que estou acostumada a ver ou talvez por a história ser contada de maneira um pouco diferente do que estou acostumada também. Realmente não sei.

Ah, quando procurei pelo filme, infelizmente só o achei dublado e admito que isso provavelmente deve ter colaborado um pouco para eu gostar menos dele. rs Admito que minha preferência por filme legendado é enorme. Parece que as interpretações ficam muito melhores, mais emocionantes e também mais reais, digamos assim. Mas isso é mais coisa pessoal minha do que ponto fraco do filme, claro. E vocês, já assistiram ao filme? Gostaram? Contem pra gente nos comentários. Até a próxima!


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