Crítica: Haikyuu - 3ª Temporada


Uma temporada inteira para apenas um jogo parecia ser algo exagerado e manter o ritmo ao longo de 10 episódios por um total de mais ou menos três horas e vinte minutos parecia algo difícil de se conseguir, só que diretor, animadores e o próprio escritor foram felizes nessa temporada. Sem dúvida foi a mais empolgante das três temporadas de Haikyuu. 

A maneira como os personagens cresceram com o decorrer do jogo foi algo que ajudou no ritmo do anime. Por mais que o protagonismo da série seja voltado para o Hinata e o Kageyama, que tiveram grandes momentos e até decisivos durante a partida, não há como discordar que o personagem principal dessa vez foi o Tsukishima Kei. Se você analisar as três temporadas como um todo e ver como era a determinação dele nos primeiros episódios para como ele chegou no último jogo do campeonato, até parece ser outro personagem. Ele passou de um jogador apático e desinteressado pelo time para um membro chave para a conquista da Karasuno. Se eu tivesse que destacar uma única cena dele ao longo desses dez episódios, foi o momento em que ele vibrou pela primeira vez. Acredito que não só eu, como todos aqueles que acompanham o anime, vibraram junto com ele.

Outro personagem que também foi um dos grandes responsáveis pela vitória da Karasuno sobre Shiratorizawa foi o Nishinoya. Que ele tinha um grande talento e determinação, isso a gente já vem acompanhando desde o começo, mas a cada bola que ele defendia principalmente no duelo que ele travou contra Ushijima era de arrepiar.

Claro que os outros jogadores contribuíram para a vitória, todo o time estava com uma personalidade diferente. Asahi e Yamaguchi, que normalmente são inseguros e medrosos, jogavam a cada saque como se fosse o ponto final do jogo. Daichi mantendo uma defesa sólida e Tanaka sempre se esforçando para recuperar as bolas e também enfrentar o bloqueio sem medo ajudaram a manter o espírito da equipe unida.

Sempre bom ter um protagonista que inspira. Ver o Hinata evoluindo cada vez mais como jogador, apesar de todas as limitações que ele tem, é algo que desperta uma sensação muito boa. Ver o Ushijima reconhecendo ele (mesmo sem perceber que reconheceu) foi gratificante. E ver a relação entre a história do Hinata e o vitorioso treinador do Shiratorizawa foi algo inesperado. Os dois tinham como jogadores eram muito parecidos e enfrentavam as mesmas dificuldades, só que lidaram com isso de formas diferentes: o treinador decidiu ir para um outro caminho enquanto Hinata decidiu perseverar, tanto que no final da partida a determinação do Hinata acabou fazendo com que o treinador revesse seus conceitos.

Essa terceira temporada fez com que Haikyuu conquistasse seu posto entre um dos melhores animes de esportes já lançados até hoje. Se em qualquer história já é importante você se identificar com os personagens, em um anime de esporte isso é crucial para que você entre no clima do que está vendo. Você não assistia Karasuno vs Shiratorizawa só para assistir ao jogo, você realmente torcia para o time.

Você via que o Shiratorizawa poderia vencer a Karasuno porque por mais que seu grande destaque fosse o Ushijima, o resto do time era composto por jogadores tão talentosos que em outros clubes eles também seriam destaques. Isso fez com que a tensão nos episódios fosse grande, já que uma coisa que vem sendo deixada de lado em vários animes, mas principalmente nos de esporte, é que o protagonista sempre vence. Claro que estamos acompanhando a história de alguém até o topo, mas isso não quer dizer que toda a trajetória seja de vitórias.

Infelizmente essa temporada não pôde ser só de alegrias, já que o dublador do treinador Ukai faleceu enquanto o anime ainda estava sendo produzido. Seu trabalho com esse personagem foi tão marcante que nos episódios finais fez muita falta ouvir a voz dele enquanto Ukai falava com o time. Então fica aqui nossa pequena homenagem para Kazunari Tanaka, pelo seu trabalho em Haikyuu e em tantos outros animes que participou.


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