Doctor Who - The Return of Doctor Mysterio


Depois da euforia do especial de natal do ano passado onde eu contei os dias para ver pela última vez nossa querida River Song na série, esse ano eu não estava nem empolgada para o “retorno do doutor mistério”. Não adiantava, nem os teasers, nem as fotos promocionais, nem as sinopses reveladas, eu não estava nem um pouco ansiosa pelo especial desse ano. Nardole (Matt Lucas) já havia sido confirmado no especial e na 10ª temporada da série, e isso me desanimava ainda mais. Não sei por qual motivo ou razão, eu não estava satisfeita com a escolha de Nardole como um dos próximos companions. Então agora eu posso dizer que me surpreendi com “The Return of Doctor Mysterio”.

Esse especial foi totalmente diferente do que estamos acostumados a ver em Doctor Who. Fugindo um pouco do costume da maioria dos episódios que se passa na Inglaterra, dessa vez a história se passou nos Estados Unidos e foi algo mais leve e divertido, ao invés de uma história mais densa. Se estávamos acostumados a ver Peter Capaldi vivendo um Doctor carrancudo, parece que isso está mesmo mudando. Eu sentia muita falta de ver o Doctor tentando resolver seus problemas das formas mais atrapalhadas possíveis e ter a primeira imagem do 12th pendurado de ponta a cabeça naquele prédio sendo vítima da própria armadilha só não foi mais engraçado do que vê-lo se passando pelo Papai Noel da forma mais descarada possível. 

Em New York e nos dias atuais, as referências aos super heróis e até mesmo ao Pokemon Go pareceu uma forma de “preparar o terreno” para a chegada da Bill (Pearl Mackie), que já foi descrita como uma companion mais moderna e descolada. Vimos um pouco disso na prévia da 10ª temporada da série e parece que vai ser bem divertido ver o Doctor, Bill e Nardole correndo entre o tempo e o espaço.

Falando nele e voltando ao especial, Nardole aparentemente pilotando a TARDIS melhor do que o Doctor só me fez imaginar a Doctor Song dando as instruções para ele. Vê-lo mencionando a River indiretamente durante o episódio inteiro e reafirmando o quanto o Doctor estava sofrendo foi de cortar o coração, ainda mais depois da confirmação de que o reencontro com Grant foi 24 anos depois que se conheceram, ou seja, logo depois que ele se despediu da River em Darillium.

O pequeno Grant, interpretado por Logan Hoffman, participou de poucos minutos do episódio, mas foi o suficiente para vermos como o Capaldi consegue ser excelente contracenando com crianças. Gostei muito da participação da Lucy (Charity Wakefield) no episódio, acredito que ela é uma das personagens de especiais que se tornariam uma ótima companion assim como foi a Donna. A personalidade dela ao não se deixar impressionar pelo Doctor e enxergar nele uma “pessoa normal”, que também ama e sofre, foi muito bom. 

Todo ator que já falhou em algum papel de herói, conseguiu dar a volta por cima reencarnando outro herói e já que Justin Chatwin falhou miseravelmente como Goku em Dragon Ball Evolution, vê-lo como The Ghost foi satisfatório. O relacionamento dele com a Lucy foi bem clichê e o herói foi bem “zoado”, apesar de entender que foi referente aos heróis dos anos 80, mas a história por completo foi convincente para um especial de natal.




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