Sherlock - The Six Thatchers


A 4ª temporada de Sherlock começou no melhor estilo Moffat possível, coisa que os fãs de Doctor Who já estão acostumados, e que agora os fãs de Sherlock puderam conhecer melhor, afinal de contas quando tudo está muito perfeito, é certeza que Steven Moffat entrará em ação para destruir qualquer coisa que pareça ser um “felizes para sempre”. 

Principalmente no começo do episódio pudemos ver um Sherlock bem-humorado (se é que podemos chamar assim) e ver o personagem com todo aquele humor ácido foi um alívio cômico sadio em “The Six Thatchers“. Mas o que deu o que falar mesmo foi o desenrolar sério desse começo de temporada, tendo a perda de um personagem importante e uma chacoalhada séria na relação entre Sherlock e Watson.

Falando da polêmica com todas as letras (entenda como: se você ainda não assistiu, terá spoilers), a morte de Mary é um grande pontapé para o que está por vir nos próximos dois episódios, já que com esse acontecimento pudemos ver um outro lado do Watson. Desde o começo vemos o personagem como um homem sério e disciplinado, beirando à perfeição moral, e agora vê-lo daquele jeito, devido à suposta traição que ele não conseguiu revelar à Mary, é um novo ponto a ser explorado. Vimos a Mary diversas vezes se sentindo culpada por não se achar digna do amor de John exatamente por acreditar que ele era tão perfeito, então creio que muito da reação dele ao não perdoar o Sherlock no momento em que perde Mary seja exatamente por não ter conseguido contar que ele não era tão perfeito assim. 

Quase toda a divulgação da 4ª temporada foi feita mostrando Sherlock, Watson, Mary e a pequena Rosie juntos e felizes, dando a entender que agora eles viveriam como uma família e tentando descobrir juntos quais eram os planos finais de Moriarty, só que parece que realmente esquecemos do fator Steven Moffat na série. Como ele mesmo disse, a história de Sherlock é sobre Sherlock e Watson. O trio formado por eles e Mary não funcionaria por muito tempo, então a morte da personagem foi a melhor solução encontrada por ele e Mark Gatiss. 

Falando em Mark Gatiss, a relação entre Sherlock e Mycroft nesse episódio foi maravilhosa, bem diferente do começo da série quando Sherlock desconfiava de tudo o que seu irmão fazia ou tentava fazer. Tudo bem que certamente ele ainda não confia 100% em Mycroft, mas ver essa cumplicidade de um jeito tão explícito (e bem à moda Holmes) foi diferente e bem interessante. Aliás, Sherlock estava visivelmente muito mais conectado com as pessoas em sua volta do que estamos acostumados à ver.

Os três anos que esperamos por essa temporada realmente fez muito bem à série, a qualidade técnica desse primeiro episódio está muito superior às outras, mas ainda assim eu estranho ver como os personagens envelheceram desde o último episódio da terceira temporada. Como na história o tempo não passou nem um ano, a visibilidade clara dos anos que se passaram me incomodou um pouco.


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