Supergirl: Supergirl Lives


O episódio que marcou o retorno de Supergirl foi dirigido por Kevin Smith, bem conhecido nesse meio, ainda mais por ter assinado o roteiro do extinto filme que traria Nicolas Cage como Superman sob os olhos do diretor Tim Burton. Inclusive, o título do episódio “Supergirl Lives” foi evidentemente uma homenagem ao longa que ficou conhecido como “Superman Lives”. E o envolvimento de Smith não para por aí, já que a menina Izzy, a personagem que estava desaparecida no episódio e inspirou a Supergirl a enfrentar seus inimigos mesmo sem poderes, é filha do diretor na vida real. E acreditem, o nome dela é Harley Quinn Smith. De onde será que veio a inspiração para esse nome, né?

Já que a Kara estava tão entediada, mais do que justo ela ir parar em um planeta onde seus poderes não funcionam. Se ela queria emoção, emoção ela teve. Por mais que todas as circunstâncias mostrassem que ela era o elo mais fraco naquele momento, ela agiu como uma heroína digna ao arriscar a sua vida para salvar os outros que estavam presos lá. Tanto que foi capaz até de inspirar Mon-El a finalmente tomar uma posição sobre sua vida na Terra. Parece que o daxamita está determinado a se tornar um herói, mas com o final do episódio eu fiquei me perguntando: será que foi tudo graças à amostra que Kara deu sobre o que é ser uma heroína ou ele só quer se garantir para se defender futuramente? 

Desde o começo, quando Mon-El contou como havia chegado na Terra, eu achava que tinha algo estranho naquela história. Depois daquela cena onde pararam o ataque para reverenciá-lo e anunciaram “não podemos matar Mon-El de Daxam”, está mais do que na cara que ele é o príncipe que deveria (e foi, né?) ser salvo de seu planeta natal. Talvez agora que ele se deu conta de que alguém pode ir atrás dele para matá-lo, tenha caído a ficha de que ele precisa fazer alguma coisa para ficar mais forte.

Que agonia me deu ver a Alex dispensando a Maggie depois daquela cena linda das duas apaixonadinhas no apartamento. Claramente justificável, já que a Kara estava sumida e ela se sente tão responsável pela irmã, mas custava ter tentado explicar ao invés de dispensar a namorada daquele jeito? Ainda bem que as duas conversaram depois e Alex pôde se explicar melhor. Inclusive, melhor cena da Maggie até o momento dizendo o quanto era óbvio a Supergirl ser a Kara e que aqueles óculos não enganavam ninguém... Acho que é o tipo de coisa que todo mundo que já viu Supergirl e/ou Superman já disse pelo menos uma vez na vida.

Winn é a caixinha de referência à cultura nerd nessa série. Além de ter passado metade do episódio com uma blusa escondida por baixo do casaco com uma estampa que parecia muito ser o escudo do Capitão América, ele ainda repetiu por duas vezes a referência a Star Trek ao falar dos “camisas vermelhas”. Pela primeira vez o vimos sair de trás da mesinha de “apoio ao herói” e ir para a batalha de campo. O desespero dele representou muito bem o que uma pessoa real faria naquela situação e eu gostei de terem enfatizado isso. Deu um certo orgulho no final ver como ele se saiu bem e dei boas risadas quando ele foi se gabar para o James.

Falando nele, tenho achado James Olsen e o Guardião tão desnecessários quanto aquele chefe da Kara que nunca, na vida dele inteira, vai conseguir substituir ou tapar o buraco que Cat Grant deixou na série. Há boatos de que ela retorna em breve. Será verdade? Estou ansiosa por isso.



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