The Magicians: Knight of Crowns


Depois de quase um ano sem The Magicians, finalmente retornamos ao universo mágico de Brakebills e Fillory. A primeira temporada teve um final de explodir cabeças (no caso do Penny, de perder as mãos) e a segunda começou no mesmo ritmo e exatamente onde a primeira havia parado, dando a impressão de que esse primeiro episódio é, na verdade, o décimo quarto. O que, na minha opinião, deixa a série mais agradável de se ver já que você não fica perdido no tempo.

Uma coisa que me agradou bastante nesse primeiro episódio foi a trilha sonora. As músicas se encaixaram muito bem nas cenas, ajudando a destacar ainda mais o belo visual. Com a parte técnica em ascensão, a história não poderia ficar para trás. E nem ficou, já que desde o começo The Magicians se propõe a mostrar um lado mais adulto e “realista” da magia. Por mais que a história se passe em um mundo fantástico, com poderes e tudo mais, os personagens ainda são bem humanos, tendo defeitos, medos e tomando decisões erradas.

Depois de descobrir que havia sido estuprada por um deus, Julia decidiu mudar os planos e ao invés de matar Martin, ela decidiu usar o poder dele para conseguir sua vingança contra Reynard. O que pode ter parecido uma atitude egoísta, já que a existência de Martin coloca todo o mundo humano e mágico em perigo, na verdade foi uma decisão natural. Quem no lugar dela não iria querer se vingar depois de uma experiência tão horrível?

Foi interessante ver que mesmo o Martin sendo a representação do mal no universo de The Magicians, ele de certa forma compadeceu pelo que a Julia passou, já que ele mesmo no passado era abusado sexualmente por um homem que em teoria deveria ser aquele que o protegeria. Martin se viu tanto em Julia que ofereceu a ela a chance de tirar um pedaço do seu spectro e se aliar a ele.

Uma coisa que me chamou atenção foi a maneira com que o Martin olha para as crianças e se refere a elas. Deu a impressão de que ele se tornou igual a pessoa que abusava dele quando ele ainda era criança. É quase um conceito de monstros gerando monstros, se bem que isso pode ter sido só uma impressão errada da minha parte.

Por mais que desde o começo da série o Penny seja o meu personagem favorito, tenho que admitir que ele é bem arrogante e dessa vez sua arrogância pode ter lhe custado caro. Como consequência das atitudes dele ao ter falado de maneira ríspida com o homem que ajudou a reparar suas mãos e de recusar a pagar pelo serviço, ele não tem mais o controle total de suas mãos. Ele percebeu que fez merda e que vai precisar se retratar para conseguir usar magia novamente. Acredito que essa será uma longa e difícil jornada para Penny e muito divertida para quem está assistindo.

Já Quentin e Alice fizeram as pazes e ele a convenceu a começar a usar todo o seu potencial. Eliot assumiu seu lugar como rei da decadente Fillory, que com certeza não será a mesma depois desse reinado. Essa segunda temporada de The Magicians promete ser o mesmo nível da primeira ou até melhor, então estou muito ansioso pelos próximos episódios.



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