Crítica: Stranger Things


Okay, vamos falar de uma série cheia de referências aos anos 80 pela visão de quem é de uma geração posterior (mas que ainda acha que o que veio depois dessa década é tudo remake!). Um pouco de humor, um pouco de horror, uma pitada de mistério e voilà, temos uma série excelente que não te deixa levantar da poltrona enquanto não acabarem os episódios. Episódios esses que são apenas 8 para a primeira temporada. Sem enrolação, todo o tempo é muito bem aproveitado e a temporada toda merece ser assistida de uma só vez num fim de semana.

Bem, para quem ainda não viu (corre!), vai aqui uma rápida introdução ao assunto. Stranger Things é uma série de ficção científica original da Netflix que se passa no ano de 1983 na cidade de Hawkins em Indiana. Cheia de referências a diversos filmes que marcaram a época – tais como ET, Arquivo X, Os Goonies, entre outros – a série começa com o desaparecimento de um garoto, Will Byers, enquanto voltava para casa em sua bicicleta após uma partida de RPG com os amigos. Seus amigos saem em sua busca e conhecem Eleven, uma estranha menina com poderes telecinéticos, que diz saber onde encontrá-lo. Em clima de suspense e de um leve terror, logo descobrimos que no universo da série existe uma espécie de outra dimensão, chamada de upside down, a qual, é claro, está relacionada com Eleven. Ao decorrer dos episódios, mais coisas misteriosas acontecem e de alguma forma o universo paralelo de upside down começa a se “misturar” com a realidade.

Talvez o sucesso dessa produção esteja em captar o melhor clima nostálgico dos anos 80. Apesar de não ser a primeira a fazer a tentativa de resgatar a década, foi a primeira a ter tanta aprovação pelo público, cerca de 96%, segundo o Rotten Tomatoes. De acordo com certas opiniões, ela conseguiu o que Arquivo-X não deu conta. Sinceramente eu nem me toquei da maioria das referências, mas mesmo assim achei a série incrível. A atuação dos personagens (principalmente a das crianças) foi perfeita. Além disso, o clima dos anos 80 sem deixar de lado o bom Rock de The Clash com a música: Should I stay or should I go, marca muito a série.

Falando em trilha sonora, a Netflix divulgou a playlist completa da primeira temporada da série para ser ouvida pelo Spotify. É só clicar aqui no link para conferir: https://goo.gl/W8sn8q.

A primeira temporada, embora tenha uma história fechada, ainda deixa vários pontos em aberto que serão retomados na segunda temporada, a qual já foi confirmada e contará com 9 episódios em 2017, segundo a Netflix. O mundo de Upside Down ainda foi pouco explorado com apenas uma cena mais elaborada que mostra melhor o seu interior no fim da primeira temporada. Matt Duffer, uns dos irmãos produtores da série, ao dar uma entrevista para o site Entertainment Weekly disse: “definitely want to explore a little bit more” (pt: definitivamente queremos explorar um pouco melhor), ao explicar que eles vão retornar para o interior de Upside Down.

Bem, para quem assistiu só resta esperar ansiosamente pela segunda temporada. \o/



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