Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam


A tarefa de Animais Fantásticos e Onde Habitam não era a das mais fáceis. Ele tinha a difícil missão de trazer o mundo bruxo de J. K. Rowling de volta aos cinemas e isso depois de oito filmes da saga Harry Potter. Era uma responsabilidade e tanto, mas felizmente o filme foi muito feliz em seu resultado, fazendo com que todos os fãs sentissem o prazer de ver aquele mundo novamente.

A primeira impressão que eu tive era que iam ser os mesmos moldes da saga principal, um herói, a amiga inteligente e um alívio cômico, mas como foi bom ser surpreendido. Um pouco depois do filme começar eu já havia embarcado na aventura de Newt Scarmander e esquecido essa ideia inicial. Que personagem fantástico e carismático! Assim como quase todos do filme, eu tinha uma certa repulsa pelo Eddie Redmayne, já que eu não havia visto a Garota Dinamarquesa, nem Teoria de Tudo. A única coisa que eu conhecia dele era o horrível Destino de Júpiter, filme pelo qual ele havia ganhado o Framboesa de Ouro de pior ator coadjuvante.

Sair de Londres e se passar nos EUA ajudou com que o filme criasse sua identidade própria e por mais que passasse no mesmo mundo não ficou dependendo de referências e as que tiveram foram sutis deixando o filme ser grande sozinho.

A história tem uma premissa simples e cativante, após Newt ter sua maleta trocada, alguns dos animais que moravam dentro dela acabam escapando e ele tem que ir atrás dessas criaturas, já que muitas delas estão em extinção e seria um grande problema elas ficarem soltas por Nova York. Como eu disse, é algo simples, mas muito bem escrito fazendo você embarcar na aventura. Duas coisas que me cativaram no filme foram o quarteto de personagens principais, principalmente o fato de ter um não bruxo entre eles, e o mundo dentro da maleta. Eles pegaram aquela experiência de Harry Potter e o Cálice de Fogo, quando o grupo está no Campeonato de Quadribol e entram na tenda mágica e elevaram à décima potência. 

Newt é um personagem que se mete em confusão e um pouco atrapalhado, mas ele é bom o suficiente para consertar a confusão que cria. Não esperava tudo isso dele. Em todo momento ele passava a impressão de que sabia o que estava fazendo, sem contar que o passado dele ainda continua um mistério que vai ser muito bom ir conhecendo com o tempo. 

Agora, o único ponto negativo do filme na minha opinião é o momento que o nome Animais Fantásticos e Onde Habitam é citado dentro do filme. Não foi um erro de roteiro nem nada, pelo contrário até faz sentido, só que nesse momento quebrou um pouco da imersão que eu estava tendo com o filme.

Vale lembrar que Animais Fantásticos e Onde Habitam é o primeiro filme da franquia Harry Potter a ganhar um Oscar. Então, se você ainda não viu, corre para assistir ao filme! E se já viu, nunca é ruim visitar novamente esse mundo.



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