Crítica: Ao No Exorcist – Kyoto Fujouou-hen


Ao no Exorcist – Kyoto Fujouou-hen (ou Blue Exorcist – Kyoto Saga) foi um dos animes mais populares da Temporada de Inverno desse ano e contou com 12 episódios. Sua primeira temporada está disponível na Netflix e você pode conferir nossa crítica aqui, mas hoje vamos focar em Kyoto.

Relembrando minhas primeiras impressões dessa temporada, a melhor coisa que eles fizeram foi ignorar os fillers do final da temporada passada e dar continuidade à história seguindo o mangá. Ver o Yukio se descobrindo parte demônio aos poucos foi bem mais interessante do que aquela revelação instantânea do filler. Eu costumo brincar que o Yukio foi um chato durante essa temporada inteira, mas se colocando no lugar dele e tendo a personalidade dele, seria impossível agir de uma outra forma.

Para começar, Yukio nunca se aceitou. Por mais que ele se mostre bem inteligente e tenha passado todo aquele tempo com o Shiro (R.I.P., ainda sofro com isso), ele ainda se sente inferior ao Rin e até mesmo um fraco, lutando constantemente para superar essa insegurança e melhorar ainda mais. Uma coisa que me irrita nele é que ele ainda não sabe pensar fora da caixa. Tudo o que ele leva para o campo é o que ele aprendeu como exorcista. Ele segue todas as regras e não ousa quebrá-las por mais que seja necessário. Talvez seja aí que o Rin fique um pé à frente dele, por mais irresponsável que ele aparente ser.

Falando nele, ver o Rin e seu treinamento para conseguir controlar suas chamas foi bem divertido. Uma cena que ficou marcada para mim foi quando ele treinava com a Shura no telhado e, por mais que ele se esforçasse, seu controle não funcionava. Até ele sair pulando de lá, descontraído e sem esforço nenhum e conseguir acender as velas sem queimá-las inteiras. 

No começo da temporada eu reclamei muito da desconfiança de todo mundo com o Rin e a mania de culpá-lo pelo desastre das chamas azuis do passado, principalmente por parte do Suguro. E quando descobrimos o real motivo do ódio dele, eu só queria abraçá-lo muito. A grande questão não era o Rin ser filho de satã e sim o fato dele não ter confiado em seus amigos para contar esse segredo. Deixei de implicar com o Suguro depois dessa.

Bom, como vocês podem ver, o que mais se destacou nessa temporada para mim foi a relação dos personagens e seus dramas pessoais, como o caso da Shiemi e a relação do Suguro também com o seu pai. O enredo focado na batalha contra o Rei Impuro não foi tão marcante. Claro que entre um episódio e outro eu ficava ansiosa, em dúvida se certos personagens iriam morrer ou sobreviver, mas tudo se resumia ao fato de eu estar muito ligada a eles, muito mais do que a tensão de acompanhar a história.



Tecnologia do Blogger.