Crítica: Iron Fist − 1ª Temporada


Acredito que muitos, assim como eu, que estavam ansiosos para ver a estreia do último defensor ficaram preocupados quando as primeiras críticas começaram a sair e eram todas negativas, considerando essa série a pior da parceria Marvel/Netflix, o que, pessoalmente, acho exagero. Antes de mais nada, queria dizer que as críticas aqui do De volta para a Taverna são simplesmente nossas opiniões sobre o que assistimos, então independente se nossa crítica é positiva ou negativa, se você teve interesse em assistir aquele filme ou série antes de ler nossa opinião, vai fundo, porque você pode ter uma experiência fantástica que nós não conseguimos ter.

Após terminar a série em dois dias eu realmente não consegui entender todas as opiniões negativas. Muito se vê falando que a Marvel em seu universo cinematográfico é sempre mais do mesmo e é uma coisa que também acontece com as séries da Netflix, são todas muito boas, mas sempre mantendo essa fórmula. Se parar para prestar atenção, tanto Luke Cage quanto Jessica Jones seguem o mesmo formato da primeira temporada de Demolidor, mesmo que cada um tenha abordado um tema diferente. E, em Iron Fist, eu senti que eles tentaram mudar isso, fazer algo um pouco diferente. Desde a fotografia, optando mais por cenas gravadas durante o dia, até o humor do personagem.

Um ponto bem diferente do Daniel Rand é que em muitas vezes ele aceita ajuda e está disposto a procurar por ajuda quando percebe que sozinho não seria suficiente. Sim, ele tem seus momentos de querer resolver tudo sozinho, mas na maioria das vezes ele escuta as outras pessoas, algo que não é muito comum nos outros três defensores que preferem agir como lobos solitários. Pensando mais a frente na série que irá unir os quatro, se Danny fosse igual a eles, seria impossível ter um grupo ali. Como o próprio Finn Jones disse “O Iron Fist vai servir como ligação entre esses personagens”. E, acrescentando o carisma que Finn colocou no seu personagem, tudo isso vai ajudar na união mais pra frente. Ao contrário do que muitos dizem, Iron Fist deixou, sim, uma porta aberta para Os Defensores.

A série tem defeitos? Sim, e alguns bem graves. A trilha sonora não foi tão marcante, teve seus momentos, mas nada que seja inesquecível. Senti falta de um vilão mais marcante também, como vimos nas outras séries. Por mais que em Iron Fist tivéssemos a Madame Gao, que em todas as suas aparições roubava a cena, infelizmente foi pouco aproveitada. O pior de todos é a personagem da Jessica Stroup (Joy Meachum). Ela parece uma personagem perdida que não decide o lado que quer estar, ela muda de opinião umas quatro vezes no meio da mesma conversa, o que acaba criando uma certa antipatia com a personagem. Mas muita gente pode falar que o Danny também mudava muito de opinião, não é assim? Não, ele teve uma vida até seus dez anos de idade e depois de um acidente traumático ele foi criado em um monastério por quinze anos com uma cultura e doutrina totalmente diferente da que estava acostumado. Então o fato de agora ele estar tentando descobrir de qual maneira ele deve viver é totalmente aceitável, ainda mais porque independente de ser como Iron Fist ou Daniel Rand ele sempre quer ajudar as pessoas.

As cenas de lutas foram sensacionais, retrataram bem o espírito do Kung Fu. Inclusive tem um momento onde o Danny luta com um membro do Tentáculo que usa o estilo do bêbado que, pelo menos para mim, foi o ponto alto das batalhas. Tudo que eu conhecia ou tinha ouvido falar sobre o estilo foi representado ali. Finn Jones e Jessica Henwick (Collen Wing) mandaram muito bem em suas cenas de luta fazendo você acreditar que quem está lutando ali eram eles e não os dublês. 

A Collen, muitas vezes, roubou a cena. Ela é uma personagem forte e decidida que luta por aquilo que quer e ao mesmo tempo é bem humana, tendo sentimentos, errando e se arrependendo. Ela, junto com a já consagrada nesse universo, Claire Temple (Rosario Dawnson), muitas vezes, são o apoio que Danny precisa para tomar suas decisões e, se não fosse por elas, ele teria feito muita besteira.

Então, se você está interessado pela série, mas com medo pelas críticas negativas, eu te aconselho a dar uma chance. Vai que você gosta, assim como eu gostei. E isso vale para todas as séries que quiserem ver: vão em frente e sempre tirem suas próprias conclusões.



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