Crítica: Logan


Logan, The old Man: Wolverine is no more...

- ‘Logan, what did you do?’
- ‘Charles, the world is not the same anymore. Mutants are gone...
(…) it wasn’t me!’
- ‘Logan, you still have time’

No cenário de 2029, há 25 anos mais nenhum mutante nasceu e os que restam estão a beira da extinção. Wolverine já não existe mais, tendo envelhecido, com seu fator de cura reduzido e vários problemas de saúde devido ao envenenamento pelo Adamantium, que fundiu seus ossos e nosso super-herói canadense James ‘Logan’ Howlett não quer mais expor suas garras. Logan agora se esconde do mundo trabalhando como chauffeur de uma limousine e vivendo em um esconderijo no Texas na divisa com o México para conseguir algum dinheiro e cuidar do Professor Xavier. Sua vida segue, com pequenas eventualidades, até encontrar Laura, a jovem mutante X-23.

Os trailers oficiais já prometiam muito para o filme e eu posso dizer com certeza que eles não trouxeram nenhuma falsa ilusão, ao contrário do Esquadrão Suicida que, na minha opinião, a única parte boa do filme foi o trailer, maaass esse já é outro assunto. Com a música ‘Hurt’ de Johnny Cash como trilha sonora, o primeiro trailer oficial foi espetacular apresentando cenas com Logan envelhecido e Charles de cama, além de introduzir a personagem X-23. A música de fundo com o diálogo entre Charles e Logan e as pequenas cenas de luta mostram tudo o que esperar do filme. Já o segundo trailer apresenta mais detalhes de uma forma menos séria ao mostrar X-23 na loja de conveniência. Apesar de eu não gostar muito de assistir vários trailers antes de assistir ao filme para evitar spoilers, dessa vez eu não me contive. 

Diferente da produção dos outros filmes do Wolverine, o diretor James Mangold faz do filme uma história do personagem com uma quebra do que estamos habituados para os filmes de heróis da DC e da Marvel, em que o enredo gira em torno de se derrotar um vilão ultra forte. Apesar das várias referências aos filmes anteriores de X-men e do Wolverine, o filme Logan segue uma história independente fechando muito bem a carreira do ator Hugh Jackman como Wolverine. Assim, conhecer um pouco sobre mutantes e sobre a história de Logan se faz suficiente para assistir o filme e não se perder no enredo. Porém, se você é um(a) fã, fica difícil assistir ao filme sem sentir toda a emoção do peso do enredo conhecendo a história desse super-herói. 

Outro ponto a se notar em relação ao filme é que são poucos os filmes de heróis que abandonam o público menor de idade, mas em Logan as cenas têm muito sangue e temos ainda cenas de lutas excepcionais sem filtros. Cenas aquelas que você sente um arrepio na espinha ao ver as garras atravessando um crânio ou cortando uma articulação. Em uma das principais lutas, Logan usa aquele ataque clássico dos jogos de videogame, em que com um movimento de X dos braços ele arranca a cabeça do cara que vai atacá-lo. 

A atuação das personagens foi espetacular. Patrick Stewart como Professor Xavier fez um papel ainda melhor do que nos filmes anteriores. Talvez pelo fato do filme ser uma produção de personagens, a atuação e o papel de cada um dos principais teve um peso enorme na história. De Hugh Jackman eu não esperava menos, a cada expressão facial e entonação nas falas dava para sentir todo o peso de seu legado que ele levava nas costas. Por fim, e não menos importante, pelo contrário, a que merece o maior destaque, a atriz Dafne Keen que representou Laura, teve uma atuação incrível. Com apenas 11 anos, ela conseguiu representar muito bem a personalidade de uma herdeira dos poderes do nosso mutante principal. Isso acho que já dá para ser notado no segundo trailer oficial. 

No geral, Logan está no topo da minha lista de filmes de Herói e será difícil ver Wolverine nos cinemas sendo representado por outro ator. Ao sair do cinema eu só tinha um sentimento: quero ver novamente! 

Por fim, se você não assistiu, corra e assista. Se já assistiu, corra e assista de novo, porque vale a pena =D.



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