Crítica: Kuzu no Honkai - 1ª Temporada




Kuzu no Honkai (ou Scum’s Wish), um dos animes mais populares da temporada de inverno 2017, veio para mostrar que o amor não é tão simples e muito menos bonito. O anime acabou sendo uma janela com uma vista realista até demais do mundo em que vivemos, apresentando personagens que estão longe de serem inocentes e corretos. Vale lembrar que essa crítica contém spoilers.

Hanabi, Mugi, Kanai, Akane, Ecchan e Moca. Hanabi começou apaixonada por Kanai enquanto Mugi era apaixonado por Akane, mas ambos não eram correspondidos, então Hanabi acabou entrando em uma amizade com benefícios com o Mugi enquanto Kanai se encontrava perdidamente apaixonado por Akane. Ecchan era apaixonada pela Hanabi enquanto Moca era apaixonada por Mugi. Vou desenhar para ficar menos confuso:


Como se não bastasse toda essa salada emocional de amores não correspondidos, parece que todos eles entraram em um jogo quase infinito de bem me quer, mal me quer. Foi difícil para mim ter que escolher um personagem preferido, mas desde o começo já tinha uma pessoa que eu não suportava: Akane. Apesar de ser o amor de dois dos personagens principais, ela era a maior vadia de todas (não há outra palavra para descrever). Akane era aquela que usava todo mundo, dormia com todo mundo e não nutria e nem se importava com o sentimento de ninguém, pelo contrário, ela sentia prazer em fazer mal aos outros e isso pegou certeiro no meu senso de justiça à “mocinha” da história.

Por mais que eu destaque a Akane como pior personagem (no quesito caráter), Kuzu no Honkai é uma briga feia sobre quem comete mais erros, seja consigo mesmo ou com os outros. Como o nome mesmo já sugere (“Desejo de Lixo” em uma tradução bem livre), todos eles fizeram o que bem entenderam, usaram e foram usados, em nome desse desejo e desse amor tão avassalador que eles sentiam. 

E se era esperado um final que deixasse alguma lição profunda sobre o certo e o errado para quem assistiu, esperou em vão. No final das contas, todos terminaram bem, cada um à sua maneira e não tenho certeza se da forma que mereciam, mas essa é a vida real: nem sempre quem tem boas intenções se dá bem e nem sempre quem é considerado errado se dá mal.



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