Doctor Who: The Pilot


Quando Moffat comentou que isso seria como um recomeço, eu nunca imaginei que o primeiro episódio seria “o piloto”. Que saudades que eu estava de acompanhar as aventuras do Doctor! Mesmo com os especiais de fim de ano sendo muito bons, não se compara a sensação de que hoje acabou, mas semana que vem tem mais.

Eu não consigo dizer que esse foi o melhor começo de temporada até agora porque o primeiro episódio da nona foi sensacional. Mas que foi um episódio delicioso de se assistir, isso foi. Ainda mais com aquele tanto de batata frita. 

Comentários idiotas a parte, foi uma ótima introdução da Bill na série. Os personagens em Doctor Who mudam muito ao decorrer das temporadas por causa das experiências que vivem nesse tempo ao lado do Doctor, mas as primeiras impressões sobre a Bill foram as melhores possíveis. 

Ela tem atitude, personalidade, é divertida e se mostrou capaz de fazer ótimas cenas dramáticas. Aquela cena em que ela está vendo as fotografias da mãe, que até aquele momento ela não sabia que as tinha, quase me fez chorar junto com ela. Achei bacana da parte do Doctor, ao saber que ela tinha poucas recordações da mãe, viajar no tempo e tirar as fotografias para ela, sem falar que foi ele que fez isso.

Fico me perguntando se a temporada inteira será cheia de referências à série clássica para o maior fanboy de Doctor Who que é Peter Capaldi. Só no primeiro episódio tivemos diversas referências, muitas delas só na mesa da sala do Doctor e já vimos que tem vilões da era clássica que irão retornar. O Doctor está passando por uma fase pós River e Clara, apesar dele não se lembrar muito da Impossible Girl. E vários momentos durante esse episódio foram como socos no estômago dos fãs.

Um exemplo disso foi quando o Doctor vai apagar a memória da Bill e ela pede para que ele não faça isso, já que esse tinha sido o momento mais fantástico da vida dela e todos imediatamente se lembram de quando o 10th apagou a memória da Donna. Temos que lembrar que quem escreveu “The Pilot” foi o Moffat, então antes que nos recuperemos da referência à Donna, Bill pergunta como ele se sentiria se alguém fizesse isso com ele e logo nos vem a cena de quando a Clara apagou as memórias dele. Moffat, você realmente não tem coração!

Fico me perguntando se foi apenas eu que no momento em que a água escorria pelos lugares lembrava na hora de “Water of Mars”. Foi angustiante, estava só esperando o Doctor comentar que aquela água era de Marte ou então dizer “I don’t wanna go”.

Mais um ponto positivo nessa temporada que começou com vários pontos positivos é a interação entre Doctor e Nardole. Para quem torceu o nariz quando ele foi anunciado como companion (EU) e no especial de Natal já começou a mudar de opinião, agora aceitou de vez que ele vai ser um bom companion. Parece que o tempo em que ele viveu ao lado da River fez com que ele conhecesse o Doctor muito bem. E por falar em River, que maldade foi aquela de toda hora ficar mostrando as fotos dela e da Susan.

Quanto à parte técnica, esta vem evoluindo de uma maneira sensacional. O que foi a trilha sonora desse episódio? Ela se encaixou tão bem e trouxe muito mais emoção às cenas, combinado com a maneira que as cenas foram filmadas e as paletas de cores usadas deixaram a série muito agradável para quem estava assistindo. Em alguns momentos você até esquecia que era Doctor Who, isso de uma maneira positiva, é claro.

E, se tem uma coisa que Peter Capaldi se mostrou capaz é de fazer ótimos monólogos. Aquele momento em que estava na universidade dando aula e todos os alunos estavam com o olhar fixado nele ouvindo com muita atenção todas as palavras que saíam de sua boca representou muito bem o público. Teve um sentimento especial ele explicando sobre a TARDIS de uma maneira indireta para os alunos e depois ainda comentando com a Bill que TARDIS é o mesmo que vida. Uma bela homenagem a uma companion que está com ele há tantos anos.

Se na oitava temporada nos foi apresentado o Doctor mais sério, com a cara amarrada, ao passar do tempo ele foi ficando mais humano e o público aprendeu a amá-lo. A partir desse episódio começou a contagem regressiva para o adeus a Peter Capaldi, ou simplesmente Capaldão. Enfim, esperamos ansiosos pelas histórias que estão por vir, mas com uma certa dor no peito.



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