Guardiões da Galáxia Vol. 2 | Cenas pós-créditos (com spoiler)

(Para ver a crítica do filme e sem spoilers é só clicar aqui)

As cenas pós-créditos não são invenções da Marvel, elas vêm sendo usadas há muito tempo no cinema, mas desde que a Casa das Ideias começou a inseri-las em seus filmes, o recurso subiu a um novo patamar dentro da cultura pop.

Em Homem de Ferro (2008) tivemos a primeira, com um Samuel L. Jackson de voz soturna e escondido nas sombras, dizendo a Tony Stark que ele não é o único herói do mundo. Em 2012 tivemos o evento de maior impacto dos últimos 10 anos dentre os filmes de super-heróis, a estreia de Vingadores, e com ele o que passaria a ser chamado de Middle Scene, uma cena no meio dos créditos (no caso de Vingadores, a grandiosa apresentação de Thanos). Em Guardiões da Galáxia Vol. 2, James Gunn extrapola qualquer precedente e inclui 5 cenas pós-créditos, todas analisadas a seguir.

A primeira interrupção dos créditos, que acontece assim que o filme termina, é Kraglin (Sean Gunn, irmão do diretor) aprendendo a manipular a flecha de Yondu sem, no entanto, conseguir alcançar qualquer resultado satisfatório.

Em seguida temos Sylvester Stallone junto a líderes de facções dos Saqueadores numa reunião onde se discute se todos ali devem voltar a atuar como um grupo. Acontece que esses personagens não foram escolhidos ao acaso. A turma reunida nessa cena é composta por Charlie-27 (Ving Rhames), Martinex (Michael Rosebaum), Krugarr (apenas um personagem em CGI) e o próprio Sylvester Stallone como Stakar, o Águia Estelar, além da irmã do personagem, Aleta, representada pela talentosíssima Michelle Yeoh e de Mainframe, uma inteligência artificial numa cabeça de robô que ganha vida nas telas graças a voz de Miley Cyrus. Todos esses personagem compõem os Guardiões da Galáxia originais dos quadrinhos, que surgiram na década de 60.

A terceira cena é mais uma piada do longa. Durante todo o filme acompanhamos o adorável Baby Groot e sua mentalidade infantil até que neste terceiro intervalo dos créditos vemos o Groot adolescente e agindo tipicamente assim, deixando suas raízes por todo canto e querendo apenas jogar videogame.

Não muito tempo depois, temos a cena que mais arrancou gritos das pessoas no cinema. No filme há uma subtrama envolvendo uma raça alienígena chamada Os Soberanos, que trabalham com engenharia genética e perseguem os Guardiões em busca de vingança, mas acabam falhando miseravelmente. Na cena pós-créditos em questão vemos Ayesha (Elizabeth Debicki), líder dos tais Soberanos, frustrada por não ter conseguido alcançar seus objetivos quando diz que criará uma arma perfeita que conseguirá destruir Peter Quill e seus amigos, uma arma chamada Adam. A personagem se refere a Adam Warlock, um membro dos Guardiões da Galáxia nos quadrinhos e que foi criado como o ser perfeito. 

A última cena pós-créditos é uma extensão do cameo que Stan Lee faz no filme. Desde que o criador de histórias da Marvel começou a aparecer em todos os filmes da empresa, surgem teorias de que ele seria um vigia, uma raça ancestral que observa acontecimentos importantes, mas não interfere neles. Nesta última cena, o diretor brinca com essa teoria, pois nela Stan Lee está sentado no que parece ser um planeta deserto conversando com três vigias quando estes saem e o bom velhinho diz que ainda tem histórias para contar.

Acho difícil os filmes da Marvel continuarem todos com cinco cenas pós-créditos, pois Guardiões da Galáxia é uma franquia que permite esse tipo de brincadeira, mas não custa nada torcer por isso.



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