Crítica: Bakemono no Ko (Sem spoiler)


Bakemono no Ko, ou "O Rapaz e o Monstro" no português, é uma animação japonesa escrita e dirigida por Mamoru Hosoda, diretor responsável por outras animações de destaque como Samurai Champloo e Crianças Lobo. A animação com 119 minutos de duração foi lançada em 2015 no Japão recebendo o prêmio de melhor animação na edição de 2016 dos Prêmios da Academia japonesa além de outras 3 indicações em premiações internacionais.

A trama envolve um pequeno garoto abalado pela morte de sua mãe e pelo fato de não ter um pai presente. Com raiva de seus parentes maternos, o menino foge e se perde em meio à confusão da cidade e é assim que Kumatetsu, uma criatura semelhante a um urso, o encontra e decide tornar o menino como seu pupilo. Ao perguntar o nome do pequenino, este se recusa a dizer e só informa ao homem-fera sua idade, 9 anos, por isso o grandalhão nomeia o garoto de Kyuta (9 em japonês). Sem ter para onde ir, Kyuta segue Kumatetsu para Jutengai, a cidade das feras. Durante anos os dois vivem juntos neste mundo paralelo ao dos humanos, sempre discutindo e brigando, mas após os longos anos eles desenvolvem uma relação profunda, Kyuta treinando para se tornar forte e ajudando Kumatetsu a se tornar uma pessoa melhor e mais forte para que assim possa vencer uma disputa e se tornar o senhor da cidade.

Bakemono no ko é uma obra divertida e repleta de emoção e até de ação, mas também acaba por abordar temas sérios como a importância da relação pai-filho para o desenvolvimento de uma criança e o vazio que a ausência, ou fragilidade, dessa relação pode causar. A animação acaba por trazer à tona uma discussão de peso, mas não procura aprofundar demais para evitar perder o público mais jovem e, para não deixar o tópico sem resposta, apresenta uma solução simples de se entender, coerente e emocionante fechando o espetáculo com chave de ouro.



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