Crítica: Blame!


Um homem solitário busca a salvação da humanidade, mas para isso é necessário existirem humanos para serem salvos.

O filme se passa na cidade, uma estrutura imensa, a qual ninguém consegue determinar o tamanho e que se expande cada dia mais de maneira caótica. Em um passado distante os humanos possuíam uma característica genética que os permitia controlar a cidade e organizar seu crescimento, no entanto um contágio eliminou esse gene. Desde então os humanos passaram a ser considerados como invasores pela guarda da cidade e começaram a ser exterminados. Muito tempo se passou depois disso, ninguém sabe ao certo quanto tempo, e os humanos remanescentes se escondem para sobreviver. 

Zuru e seus amigos vivem em uma vila que já não possui o que comer, por isso eles decidem pegar o equipamento de combate e saem em busca de alimento e é dessa forma que eles encontram Killy, um estranho homem com uma estranha arma em busca de humanos com o Gene Terminal Net. Na vila de Zuru, Killy encontra uma pista sobre como salvar os humanos, mas ele deve se apressar, pois a vila está faminta e a segurança deseja exterminar todos os residentes da cidade os quais não possuem o gene terminal que permite o acesso a netsphere e consequentemente o controle da segurança e da cidade.

Baseado no mangá de mesmo nome, Blame! é mais uma produção original da Netflix dirigida por Hiroyuki Seshita e um dos escritores é o autor do mangá que deu origem à animação, Tsutomu Nihei. Assim como é feito com os filmes inspirados em livros, Blame! sofreu algumas adaptações, os seres sintéticos não são introduzidos e os conceitos de especiação não são abordados. O filme também possui um nível de brutalidade bem inferior ao mangá, no entanto isso não é de todo ruim, uma vez que os desmembramentos incessantes do material original poderiam prejudicar o andamento da trama e tornar visualmente cansativo. Outra diferença é a situação do encontro entre Shibo, Killy e Zuru, essa última no filme recebe um foco muito superior ao da obra. A situação da cientista, Shibo, se assemelha bastante a original, no entanto na versão animada ela se torna uma ciborgue e não acompanha Killy em sua jornada. 

A animação é boa, apesar de não ser perfeita. Ela segue um estilo semelhante a Aijin, um anime também disponível na Netflix, e proporciona boas cenas de ação. A história é bem contada, apesar de deixar algumas perguntas sem respostas assim como no material original, além de tudo isso o filme termina com um ar de prequel, como se fosse a introdução a uma nova saga, o que seria bem empolgante, no entanto parece um pouco improvável que isso realmente aconteça. Ao todo, Blame! pode não ser muito marcante, mas dizer que o filme não é interessante e divertido seria uma mentira, sem contar que quando o filme acabou realmente fiquei com vontade de ver uma continuação . É um filme que realmente vale a pena assistir se você estiver com a pipoca pronta, mas ainda não escolheu o que assistir. Se você gosta de animações, dificilmente se decepcionará.



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