Crítica: Koe no Katachi (A Silent Voice)


O filme Koe no Katachi (A Silent Voice) chegou aos cinemas japoneses em setembro de 2016 e foi tão bem recebido que foi exibido no Festival de Cannes desse ano e ainda ganhou o prêmio de melhor animação no Japan Movie Critics Awards!

Só pelo trailer do filme você já tem uma ideia do motivo de tanto clamor. A história começa mostrando Shoya Ishida, um valentão do fundamental que escolhe Shouko Nishimiya, uma aluna nova que é surda, como alvo de suas piadinhas nada engraçadas. No começo, a menina tenta driblar todo bullying que sofria não só de Ishida como de alguns outros alunos que davam ibope para o menino, mas depois de um tempo sua mãe decidiu tirá-la da escola, foi quando toda a história veio à tona entre os professores e responsáveis fazendo com que Ishida fosse o único e grande culpado, perdendo todos os seus “amigos” e se isolando desde então.

Depois dos acontecimentos do fundamental, Ishida ficou isolado e acabou desenvolvendo depressão devido ao profundo arrependimento dos erros cometidos na infância contra Nishimiya, tanto que logo depois de mostrar o que aconteceu na infância dele, o filme mostra que agora os planos de Ishida é se matar, só que uma coisa o surpreende: ele reencontra, sem querer, com Nishimiya, e vê uma chance de se redimir.

Apesar de parecer que os dois irão desenvolver um relacionamento amoroso, Koe no Katachi não é uma história de amor, e sim, de amizade. Apesar de englobar o bullying, o preconceito e doenças psicológicas, o filme nada mais é do que um retrato sobre o que é a amizade. No começo, Ishida era o moleque popular da escola que estava sempre rodeado de amigos, mas quando toda a confusão veio à tona, todos se afastaram dele para não levarem culpa junto. Depois do reencontro com Nishimiya, ele aos poucos volta a se abrir para o mundo e acaba se aproximando de outras pessoas, cultivando novas amizades sem ao menos perceber que estava fazendo isso.

Koe no Katachi parece um filme previsível, mas não se engane. Ele não é. Em menos de cinco minutos você é capaz de viver fortes emoções com umas quatro reviravoltas na história que você nunca imaginaria que iria acontecer. É aquela coisa característica dos animes de não ter medo de ousar (e causar) na história.

Apesar de ser bem focado nesses dois personagens principais, há outros bem interessantes que valem a pena ser ressaltados, como a Yuzuru, o Nagatsuka e a Ueno, mas se eu disser o motivo pelo qual eles se destacaram, vou acabar dando spoiler da história... Então, por favor, não tenha medo de se emocionar (e sofrer) e assista Koe no Katachi!



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