Crítica: Rei Arthur ─ A Lenda da Espada (Sem spoiler)


Frenético. Talvez essa seja a melhor palavra para descrever Rei Arthur - A Lenda da Espada.

O lendário Rei de Camelot e sua espada mágica, a Excalibur. É uma história clássica, quase todo mundo já ouviu falar nela e muitos filmes, séries e livros tentam adaptar esse conto aos gostos do público modern. E o filme de Guy Ritchie parece ter acertado.

Nessa versão da história, o rei Uther é assassinado por Vortigern, o qual deseja o trono de Camelot. No entanto, antes de morrer, Uther consegue mandar seu filho para longe em um pequeno barco. O menino é então encontrado por prostitutas na cidade de Londino e cresce nas ruas tendo de lutar para sobreviver. Arthur se mostra um menino esperto e não apenas sobrevive, mas também se torna um senhor do crime na cidade. Uma rebelião está para acontecer, os rebeldes aguardam o retorno do rei por nascença e o povo sofre nas mãos do ditador Vortigern, mas Arthur não quer se envolver nessa história até que as famosas reviravoltas do destino o jogam no meio da confusão.

O filme é frenético, com sequências de cenas rápidas envolvendo tanto diálogos corridos quanto lutas e correrias podendo até deixar o espectador tonto, mas o artifício do diretor acaba por cair bem. Algumas coisas deixam a sensação de que poderiam ser mais bem desenvolvidas se tivesse mais tempo de tela. A viagem à Terra Sombria é uma delas. A jornada do futuro rei passa de maneira rápida e quase incompreensível e deixa a sensação de ter sido inútil no fim das contas. As cenas de ação feitas em sua maioria por CG parecem um game, mas não aqueles games de qualidade duvidável e sim daqueles de sucesso como Sombras de Mordor e, apesar de parecerem um pouco estranhas no começo, acabam por adicionar uma certa empolgação ao filme, principalmente na luta final contra Vortigern.

O arthur de Charlie Hunnam não é aquele personagem cheio de moral o qual estamos acostumados, mas ele faz um ótimo trabalho em nos entregar um rei divertido e esperto. Ainda assim, o personagem que realmente se destaca é o Vortigern de Jude Law, o futuro jovem Dumbledore, um personagem interessante disposto a sacrificar o que lhe é mais querido por poder e que possui um carisma visto em poucos vilões dos filmes mais recentes. 

Rei Arthur - A Lenda da Espada não é nenhum filme grandioso, mas também não deixa a desejar. É um filme com potencial para a franquia que desejam fazer e que vale o dinheiro e tempo do público. Com humor e ação, Rei Arthur é um filme para toda a família e para o público fã de filme de super-heróis.

P.S.: Gostaria de destacar a pequena participação de Katie McGrath, a Morgana do seriado Merlin.



Um comentário:

  1. Jude Law aparece ameaçador como o Rei Vortigen e assusta pela ausência de emoções, parecendo um robô na maior parte do tempo. O filme me manteve tensa todo o momento, se ainda não a viram, amei Rei Arthur a Lenda da Espada. No elenco vemos Charlie Hunnan e Jude Law, dois dos atores mais reconhecidos de Hollywood que fazem uma grande atuação neste filme. Realmente a recomendo.

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