Doctor Who: Extremis


O nome de Steven Moffat às vezes cria uma divisão entre os fãs, muitos não gostam, outros amam (meu caso) e parece que não existe meio termo quando o assunto é ele. Mas uma coisa que todos concordam é que quando na abertura aparece o nome desse cidadão creditado como roteirista, algo grande vem aí. Se vão gostar ou não, depende da pessoa, mas ele certamente vai brincar com seus sentimentos em relação à série. 

Em “Extremis” tivemos mais um pouco dessa sua crueldade qualidade nos roteiros e foi uma história com várias abordagens sérias e ainda assim havia momentos de descontração, algumas vezes por causa das situações meio absurdas e outras pelos comentários de Doctor e do Nardole. 

Antes de entrarmos de fato na história do episódio eu quero falar sobre Matt Lucas e seu incrível personagem. Claro que a Bill é a companion oficial e Nardole está ali de coadjuvante, mas não há como negar que em todo momento que ele tem espaço acaba roubando a cena. Vemos nele um pouco da River na maneira de agir e conversar com o Doctor, ainda mais ele sempre aparecendo com aquele maldito diário dela que sempre traz lembranças do seu último e primeiro episódio na série.

Doctor Who sempre falou sobre vários temas polêmicos nos seus anos no ar, mas dessa vez, trouxeram a religião e o suicídio sem nenhum medo, já que colocaram o próprio Papa na história (bem que poderiam ter colocado o real) e um contexto inicial envolvendo o Vaticano e alguns de seus membros se suicidando.

Sempre mantendo o respeito, Doctor achava uma maneira de comparar o que estava acontecendo ali com a maneira que as religiões no geral agem. Fiquei na dúvida se aquela biblioteca enorme foi só para ter um cenário excelente para as cenas ou realmente foi uma crítica aos textos que a igreja censurou durante os séculos negando ao povo o conhecimento.

Independente da intenção, tudo funcionou muito bem e isso combinado com mais uma grande atuação de Peter “O Incrível” Capaldi. Tivemos um episódio de explodir cabeças, ou seria melhor dizer “deletar existências”? Tínhamos ali um Doctor com uma desvantagem, tentando manter todos confiantes e seguros, mas ele mesmo se sentia inseguro e com medo.

Foi desesperador ver a maneira que Bill encarou a situação quando descobriu que aquilo tudo não passava de uma simulação e tudo que ela acreditava ser sua vida era apenas um experimento. Não sei se fui o único a se lembrar de Matrix naquele momento, acredito que não. E, ao final, ainda tivemos o Doctor pedindo ajuda do único ser que poderia ajudá-lo naquela situação, o Doctor real!

Se não bastasse isso tudo, o episódio ainda foi marcado por cenas onde Doctor e Missy estavam em um julgamento que inicialmente dava a impressão ser do Doctor, mas ao decorrer da história descobrimos que, na verdade, era da Time Lady, que estava ali para ser morta, mas é claro que o nosso amado protagonista não deixaria sua grande amiga/inimiga ou qualquer outro adjetivo que você use para descrever Missy, morrer. E isso revelou o que todos já desconfiavam: o que estava sendo protegido dentro daquele cofre nada mais era do que aquela que adora causar confusão, Missy.

Tanta coisa em apenas um episódio que fica até difícil saber o que falar. A única coisa certa é a expectativa para o restante da série. Quero ler os comentários de vocês sobre o episódio, realmente estou muito curioso para saber o que acharam.



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