Doctor Who: Oxygen


Em Doctor Who sempre vemos referências a acontecimentos atuais ou a outras obras da TV, cinema e literatura, mas acredito que essa introdução do quinto episódio já foi empolgante de se ver para quem não é fã de Star Trek, imagina para quem é Trakker e Whovian que captou logo a referência quando o Doctor começou a narração igual a intro de Star Trek New Generation: “Space, the final frontier”, só que a partir daí ele já fez uma adaptação que só um ser que viveu por tanto tempo e em tantas galáxias diferentes conseguiria. 

Essa décima temporada vem enfrentando um problema que é a comparação com a anterior, que foi genial. Ela está sendo uma temporada ok, com bons episódios, mas “Oxygen” foi o primeiro a empolgar de verdade e trazer um pouco do espírito da nona temporada.

Acredito que um dos motivos de eu ter gostado tanto desse episódio se deve ao fato do roteirista já ter escrito bons episódios dessa era Capaldão em Doctor Who. Além de “Oxygen”, Jamie Mathieson também escreveu The Girl Who Died (2015), Flatline (2014) e Mummy on the Orient Express (2014), sendo esse último o meu favorito do autor. Nada vai superar o Capaldão falando “Are you my mummy?”. O diretor Charlie Palmer também já é conhecido dos whovians dirigindo episódios como The Family of Blood (2007), Human Nature (2007), The Shakespeare Code (2007) e Smith and Jones (2007).

Todo sentido de urgência do episódio foi bem explicado. Eles poderiam ter feito algo mais clichê como “temos duas horas de oxigênio, vamos resolver isso rápido”, mas não, eles conseguiram inovar no conceito e vamos concordar que você ter um número finito de vezes em que pode respirar é muito mais assustador. São esses pequenos detalhes, que ninguém pensa ou que passa despercebido que faz diferença em Doctor Who.

E como eu estava esperando para ver o Nardole mais tempo em cena e como valeu a pena! Os diálogos entre ele e o Doctor são sensacionais. É um humor inteligente. E a maneira como o Matt Lucas interpreta o personagem faz com que fique ainda melhor. O meu personagem favorito na série, fora o Doctor, era o Strax. Infelizmente estou começando a me conformar que não verei mais ele na série, por ser um personagem ligado à era Matt Smith, mas agora com o Nardole eu estou podendo me divertir novamente com um personagem que por mais que tente ser sério, acaba sendo um pouco nonsense. 

E, para finalizar, tivemos o grande choque do episódio que foi o Doctor cego. O que parecia ser apenas um agravante para aquela situação em que eles estavam passando na nave (que por sinal, se um dia você sair em uma viagem espacial e encontrar outra nave, não entre porque é problema), mostrou que irá acompanhar o personagem por um tempo. Vai ser interessante ver o Doctor com uma dificuldade como essa. Pelo que me lembro, nenhum dos outros passou por algo semelhante. Então como ele vai lidar com isso? Será que esse vai ser um dos fatores envolvidos na sua próxima regeneração? Vamos ficar no aguardo e ver o que acontece nos próximos episódios.



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