Lucifer: Deceptive Little Parasite


Eu iria começar essa crítica falando sobre como todo mundo aceitou bem demais esse divórcio repentino do Lucifer, mas depois eu pensei melhor e, é o Lucifer, né, gente? Casamento relâmpago não deve ser algo que vá chocar tanto assim vindo dele. Então vamos ao que realmente importa: a busca cega de Lucifer pelo controle de suas emoções.

Quando nosso encapetado protagonista cisma em conseguir alguma coisa, ele distorce toda a realidade para fazer com que tudo o que acontece em sua volta seja benéfico para ele. Claro que dessa vez não seria diferente. Agora ele quer o dom de controlar suas emoções para despertar as chamas da espada flamejante. Tudo isso para abrir os portões do Céu e buscar sua vingança contra seu Pai? Claro que não. Tudo isso para abrir os portões do Céu e jogar sua mãe lá dentro para se livrar de vez dela, porque esse, senhoras e senhores, é o Lucifer.

Depois de ouvir da nossa querida Linda que emoções não podem ser controladas, Lucifer esbarra em um caso de Decker onde há uma escola que ensina, justamente, como controlar as emoções e ele não poderia perder essa oportunidade.

Com isso surge a melhor dupla de detetives já vista nessa série: Lucifer e Trixie. É impossível não adorar ver esses dois juntos. Eles vão até a tal escola se passando por pai e filha só para ele conseguir a resposta que tanto procura e, com isso, acidentalmente, ele acaba solucionando o caso e, de bônus, ajuda no relacionamento entre Trixie e Chloe. Seria adorável, se não fosse extremamente irresponsável ver que Trixie só topou participar de tudo isso porque Lucifer prometeu deixá-la dirigir seu carro... É incrível o modo como ele consegue ajudar os outros quando sua única intenção é ajudar a si mesmo. 

Em contrapartida, tivemos Maze e seu problema em ouvir sobre os sentimentos de outra pessoa, mesmo que essa seja sua nova amiga Chloe. Imagino o quanto isso deve ser chato para um demônio, mas o que eu acho mais bacana nessa amizade é que mesmo não sendo uma boa ouvinte, a Maze sempre tenta ajudar do jeitinho dela.

Ver Maze e Chloe como um casal foi hilário, óbvio, mas eu adoro ver como as duas conseguem resolver as coisas juntas mesmo tendo personalidades e condutas totalmente diferentes. 

O suspense para o próximo episódio ficou por conta de Charlotte que já está perdendo o controle. Há um feixe de luz saindo do punho dela e sabemos que seu tempo não é mais eterno, mas o que será que isso significa? Ela pode morrer? Perder o seu corpo? Voltar para o Inferno? É uma questão que só deve ser resolvida nos próximos episódios.



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