The Flash: Infantino Street


Temos em mãos o melhor episódio da temporada de The Flash! “Infantino Street” veio com coragem e sem pudores, matando personagem importante (por enquanto ainda está morto) e trazendo personagem importante de volta dos mortos. 

Este foi, sem dúvidas, o episódio mais emocional de todos até agora (A música “Murder Song” da cantora Aurora ajudou bastante nas cenas mais emotivas). Tivemos Iris se despedindo de maneira bem convincente, com Candice Patton mostrando que consegue atuar além da mesmice e a despedida para Barry, com a famosa mensagem de vídeo do “se você estiver assistindo a isto, quer dizer que estou morta”, e com seu pai, a mais bem construída de todas, até com direito a cantoria de Joe.

O foco do episódio (e também de metade da temporada) foi salvar Iris. Para isso, tinham que achar uma fonte de energia forte o suficiente para sustentar o poder da Bazuca da Força da Aceleração. Como nada é fácil na vida dos heróis da CW, a única fonte capaz desta proeza está na fortaleza mais bem protegida da A.R.G.U.S. e com a Lyla fazendo o possível para atrapalhar. A solução é arquitetar um plano para roubar a “bateria” e com isso, temos o retorno do maior ladrão do universo DC da televisão, Leonard Snart, nosso amado Capitão Frio (aparentemente o Flash não aprendeu nada com as besteiras que fez viajando no tempo). Com algumas influências em filmes de assalto, este não foi o ponto alto do episódio, apesar de ter uma cena excelente com o Tubarão Rei. 

Em plano de fundo temos o confronto entre Vibro e Nevasca que também parece se aproximar, com Cisco e Caitlin caminhando por caminhos convergentes. Para bem ou para mal, devem se resolver no último episódio da temporada.

A presença de Wally continua sendo ignorada. Para um personagem que estava desenvolvendo seus poderes tão rápido, ser derrotado com um chute no joelho pareceu mais uma saída fácil para os roteiristas fazerem Barry falhar em salvar Iris. Mesmo no final de sua terceira temporada, o maior problema de The Flash é a imensa preguiça que seus roteiristas têm em achar soluções inteligentes sem sair da trama.

Retornando o assunto à Iris, Barry não foi capaz de salvá-la. O que era de se esperar, mesmo quando o roteiro tenta fugir de seu padrão, continua previsível. Continuo admitindo que foram grandes momentos de tensão, além de emocionais, mas nada espantoso, nenhum “plot-twist” surpreendente. Nos resta saber se no próximo episódio, o último da temporada, a série vai manter a sua promessa de ter colhões e manter a Iris morta, ou se milagrosamente vão achar um jeito de salvar o grande amor do Flash.

A série chegou ao seu ápice na temporada, o melhor episódio foi Infantino Street, o que não é necessariamente algo bom, já que com tantos defeitos, é apenas um episódio bom, sendo salvo pelo emocional bem construído e pela música triste de qualidade.



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