American Gods: Come to Jesus (Finale)


E chegamos ao final da primeira temporada de American Gods. Primeiro falarei do oitavo episódio e depois da temporada como um todo. Então vamos à crítica?

O último episódio desse primeiro ano não teve cara de season finale. Apesar de deixar um gancho, essa expectativa é apenas diegética. Não nos é mostrado o verdadeiro potencial de tal cliffhanger. Podemos apenas imaginar que muitas coisas ruins vão acontecer.

Come to Jesus nos faz acompanhar Shadow Moon (Ricky Whittle) e Mr. Wednesday (Ian McShane) numa visita para recrutar mais um dos antigos deuses, dessa vez uma deusa, Ostara (Kristin Chenowet). O encontro vai bem até que outras visitas inesperadas chegam.

O episódio começa com Odin e Shadow na alfaiataria de Mr. Nancy, interpretado maravilhosamente por Orlando James, esperando seus ternos. Na alfaiataria, Anansi conta uma história de uma deusa que já conhecemos, Bilquis (Yetide Badaki), a Rainha de Sabá, e como ela foi pros EUA e entrou em decadência até ser salva pelos novos deuses.

Depois disso, todo o episódio se passa no que parece ser a residência da deusa Ostara e é lá que temos a confluência de todos os núcleos de personagens. Os primeiros a chegar são Laura (Emily Browning) e Mad Sweeney (Pablo Schreiber) que vão em busca da ressurreição da esposa morta. Aí então que a Sra. Moon descobre o mandante de seu assassinato, prometendo ser um dos geradores de tensão no início da próxima temporada. Depois vemos a chegada do trio principal dos novos deuses acompanhados de seus capangas sem rosto e logo depois o embate entre eles e Odin, num confronto muito mais anunciativo do que qualquer outra coisa. Uma ótima decisão dos produtores é que a forma como se deu o embate não foi nem um pouco anticlimático e nem estraga em nada o que está por vir.

O destaque desse episódio vai para as atuações dos maravilhosos Ian McShane, que atinge seu ápice aqui, e Kristin Chenowet, que está muito à vontade no papel da deusa da primavera. Outro ponto alto do capítulo, porém, são as cenas em que os vários Jesuses aparecem, sempre de formas hilárias.

No terceiro ato há a revelação da verdadeira identidade do Mr. Wednesday. Não era surpresa para ninguém, mas a forma como a cena é conduzida, com câmeras giratórias e takes curtos faz desse um momento épico.

Ao final, vemos a Rainha de Sabá se dirigindo à Casa da Pedra, algo que levanta muitas teorias para quem não leu os livros, já que Bilquis está sendo coagida a lutar contra os antigos deuses.

Quanto ao primeiro ano como um todo, temos uma temporada muito acima da média. Os produtores não tiveram medo de ousar e investiram nos mais variados tipos de recursos narrativos. Quebraram diversas regras durante esses três meses e talvez tenham aberto as portas para produções mais corajosas.

Nesses oito episódios não tivemos um desenvolvimento muito profundo dos personagens. Uma escolha acertada de Bryan Fuller, que deu um tom mais introdutório para esta temporada, trabalhando muito mais a mitologia da série e nos inserindo nesse mundo louco que é American Gods.

Como já disse, não há um plot twist muito forte que nos deixe tão ansiosos. O mais próximo disso foi ver que Odin não é flor que se cheire.

A série já foi renovada para seu segundo ano. Vamos aguardar para acompanhar a continuação da história de Shadow.

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