American Gods: A Murder of Gods


Na reta final da primeira temporada, American Gods ainda consegue inovar mudando novamente seu estilo e apresentando um novo núcleo de personagens que tem, aparentemente, muito potencial.

O enredo deste sexto episódio, A Murder of Gods, dá continuidade à viagem de Shadow (Ricki Wittle) e Mr. Wednesday (Ian McShane) pelos Estados Unidos em busca de ajuda na guerra contra os Novos Deuses, uma jornada muito mais importante agora depois da demonstração de força do inimigo no episódio anterior. Os dois protagonistas vão pedir a ajuda de um velho conhecido do Sr. Quarta-Feira, Vulcano, o deus do fogo e das forjas.

Como de praxe, temos a abertura apresentando um novo deus e esse deus é ninguém menos que o Jesus Mexicano, citado por Mr. Wednesday alguns episódios atrás. Nessa cena, vemos imigrantes ilegais tentando atravessar a fronteira para os Estados Unidos e a mulher que lidera o grupo fala sobre a forte corrente do rio que separa os dois países, dizendo que quem não sabe nadar não deve nem se arriscar. Nesse momento, vemos a ansiedade e o nervosismo de todos ali e, pela linguagem corporal, notamos uma família cujo pai/marido não sabe nadar. Mesmo assim, ele vai e quando está afundando Jesus chega – caminhando sobre as águas – e o salva.

Do outro lado da margem, já no país das oportunidades, policiais que patrulham a fronteira chegam empunhando suas armas e fazem uma verdadeira caçada humana. Jesus então se sacrifica pulando na frente das balas e cai morto, com marcas de tiros nas mãos, como na crucificação. Uma excelente crítica social, ainda mais pelo tema estar tão em voga na mídia, tendo em vista o recente posicionamento dos Estados Unidos quanto à imigração.

Depois disso, voltamos à história principal da série com Shadow e Mr. Wednesday indo ao encontro de Vulcano. Enquanto isso, vemos a formação de um núcleo formado por Laura (Emily Browning), Mad Sweeney (Pablo Schreiber) e Salim (Omid Abitahi), que foi apresentado numa das melhores sequências da série até agora neste episódio.

Cada um tem um objetivo específico a ser cumprido e a dinâmica entre os três é muito divertida de se assistir, principalmente entre Laura e Mad Sweeney. A alternância entre esse núcleo e o núcleo de Shadow faz o episódio respirar mais levemente. É uma estrutura bem feijão com arroz, mas ainda assim fluida.

E é sobre isso que temos uma inovação essa semana. Se você pegar qualquer roteiro de séries procedurais, como as primeiras temporadas de Supernatural, a antiga e saudosa C. S. I. Las Vegas e os diversos departamentos de serviços públicos da cidade de Chicago, você vai ver que todos eles seguem uma mesma fórmula de estrutura e é essa fórmula que American Gods explora essa semana e nos faz pensar em como seria uma série com 22 episódios por temporada, cada um apresentando um deus diferente em diversas partes dos Estados Unidos.

Mantendo a mesma qualidade, American Gods segue rumo ao final do primeiro ano. Estou ansioso por ver o desfecho disso, principalmente porque agora Odin tem uma espada.

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