Crítica: Kimi no Na wa (Your Name)


Em agosto de 2016 estreava nos cinemas japoneses Kimi no Na wa (Your Name), um filme realizado e escrito por Makoto Shinkai que, inclusive, ganhou o prêmio de Melhor Realizador de Animação no Annual Japan Movie Critics Awards do ano passado graças a esse trabalho.

A sinopse nos traz uma história com uma base simples que já vimos sendo retratada em alguns filmes por aí: um menino e uma menina que trocam de corpos. Pelo trailer, que mostra algumas cenas divertidas, parece ser uma bela animação e até um clima do famoso romance juvenil já desperta certa curiosidade sobre como a temática será retratada dessa vez e, apesar de parecer previsível, eu tenho uma coisa a dizer: Kimi no Na wa me surpreendeu. E não foi só uma vez.

A Mitsuha e o Taki não se conhecem. Ela mora no interior e sonha com a vida na cidade grande, enquanto ele vive sua vida em Tóquio. De alguma forma, os dois começam a trocar de corpos frequentemente quando acordam pela manhã, passam o dia inteiro vivendo a vida do outro e quando amanhece o dia seguinte, eles não lembram de nada, causando várias situações engraçadas. 

No começo, eles achavam que era um sonho estranho onde Mitsuha acordava como um menino e Taki acordava como uma menina, mas como isso estava afetando as pessoas ao seu redor e suas relações com elas, consideraram que algo estranho realmente estava acontecendo. Quando se deram conta de que estavam trocando de corpos, montaram todo um esquema para que um soubesse o que o outro estava fazendo no seu lugar e, claro, colocaram algumas regras que, segundo eles, eram para “proteger a vida um do outro”. Então, a partir daí, eles passam a viver duas vidas, um sempre ajudando o outro (do jeitinho deles, claro).

Kimi no Na Wa desperta sua curiosidade porque o filme entrega a história pedacinho por pedacinho conforme os próprios personagens vão descobrindo o que, de fato, está acontecendo com eles. E esse processo te surpreende o filme inteiro.

A base da história pode ser comum, mas a forma e a profundidade com que foi retratada nesse filme foi espetacular. Adorei a forma como eram apresentados os pequenos detalhes que entregavam se os dois haviam trocado de corpos: Mitsuha levava seus trejeitos e sua sensibilidade para o corpo de Taki e Taki colocava a habitual cordinha vermelha que Mitsuha costumava usar no cabelo de lado, dando lugar a um rabo de cavalo que era realmente muito mais prático do que as tranças que a menina fazia.

A trilha sonora, composta pela banda Radwimps, é muito boa! Achei que combinou muito bem com a história e com os personagens principais. As músicas são leves, adoráveis e dá aquela aquecida no coração (confesso que corri para ouvir a OST do filme assim que acabei de assistir).

Se eu tivesse que citar uma coisa que senti falta no filme foi de saber sobre alguns personagens no final. A maioria dos principais apareceram nos mostrando o que havia acontecido com eles depois dos acontecimentos do filme, mas senti falta de alguns. Claro que nada que diminua o quão incrível foi a experiência de assistir esse filme.

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